Votação polêmica vira caso de polícia e prefeitos se desentendem na ASSOLESTE em Mantena

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Por solicitação do novo Presidente, Genil Mata, pediu a cabeça do Secretário Executivo Jupiaci Ramalho, e conforme rege o estatuto da ASSOLESTE, aconteceu nesta sexta-feira, (30/01/2015), a reunião para votação polêmica onde estava sendo decidido a permanência ou não do secretário, ao final com  o empate por seis votos  a decisão ficou para o Presidente que confirmou a saída do secretário.

Ramalho  e o grupo de prefeitos que o poiam sua permanência, dentre eles o prefeito de Mantena, não satisfeitos com o resultado das eleições acionaram   a Polícia Militar para fazer um BO quando a decisão  da  votação e seus questionamentos serão confirmados ou não na esfera judicial.

Conforme já havia sido  antecipado com exclusividade pela imprensa, a reunião da ASSOLESTE na sexta-feira, (30/01), que definia o futuro de Jupiaci Ramalho  como secretário executivo, foi mesmo de balançar, com uma decisão que gerou grandes conflitos e que certamente trouxe uma forte divisão, um racha que pode até mesmo abalar o futuro da associação.

No ápice da guerra  que se tornou a votação, segundo informações ainda a serem confirmadas, o prefeito de Itabirinha, Dego Reis apresentou o seu pedido de afastamento e saída da ASSOLESTE, do CONSONORTE  e do CIMLESTE, isso para evidenciar apenas uma amostra do que foi a reunião.

Quem acompanhou os fatos de perto pode perceber que para o futuro da ASSOLESTE a reunião foi péssima, pois gerou rusgas pessoais e certamente um grande desgaste entre os prefeitos da região. Outros prefeitos podem acompanhar Dego Reis e também deixar a associação.

Apesar de a votação ter sido secreta, duas polêmicas foram contestadas  no final dos trabalhos, a primeira quando o prefeito de Nova Belém, Reinaldo de Souza Mendes, alegando ter uma reunião de suma importância em seu Município, segundo ele  um compromisso já assumido, teve de antecipar sua saída antes da votação final, porém antes de sair da reunião levantou-se e votou em aberto  se dizendo a favor da permanência de Jupiaci Ramalho, voto que não foi confirmado pelo Presidente na contagem final e que certamente garantiria a permanência do secretário.

A outra contestação foi a de que o Prefeito de Divino das Laranjeiras, Maicon Brito não estava filiado à ASSOLESTE e que não estaria em dia financeiramente com a associação não podendo votar, porém o mesmo exerceu o seu direito e votou no certame.

Diante dos fatos a Polícia Militar foi acionada para confeccionar um Boletim de Ocorrência que servirá futuramente para uma ação na justiça por parte de Jupiaci Ramalho e dos prefeitos que o apoiaram na luta pela sua permanência na ASSOLESTE e definir a validade ou não da votação, até então, o presidente deve manter a decisão da reunião e Jupiaci Ramalho deve ficar afastado de suas atividades.

Futuro pode estar enfraquecido, de seis a oito prefeitos podem deixar a ASSOLESTE 

O portão principal de entrada  fechado com correntes dá um tom das mudanças na associação, já é um reflexo da reunião que culminou com o afastamento do secretário executivo Jupiaci Ramalho.   Um prefeito já se desfiliou e outros podem tomar o mesmo caminho.

Com sede em Mantena/MG, a Associação dos Municípios da Microrregião do Leste de Minas – ASSOLESTE vem vivendo sua pior crise desde a fundação. Criada sob forma de sociedade civil de defesa e representação dos municípios, sem vinculo partidário, sem fins lucrativos e com duração indeterminada e com principais objetivos de ampliar e fortalecer a capacidade administrativa, econômica e social dos municípios, ela tem como ponto forte a união dos prefeitos e Municípios e pode estar sendo abalada em toda sua estrutura  perdendo a força com a possível saída de seis a oito prefeitos que não apoiaram a ação do novo Presidente, Genil Mata, Prefeito de Central de Minas, quando  “forçou” radicalmente a saída do secretário executivo Jupiaci Ramalho, um homem que se dedicou de corpo e alma a ASSOLESTE  e que vinha fazendo um trabalho excelente  e inquestionável até então.

A história desse novo tempo da ASSOLESTE começou a mudar em dezembro/2014 nas últimas eleições, até então todos os presidentes que haviam passado no comando da associação foram escolhidos por unanimidade e com a adesão de todos os outros prefeitos, mostrando a sintonia e a união que a associação precisa para alavancar recursos, convênios, ajudas e apoio do estado e da federação.

Declarando publicamente que veio para mudar e que queria a disputa, o prefeito Genil Mata não fez questão do dialogo e nem da unanimidade dos prefeitos, criando assim pela primeira vez uma disputa  para presidência que venceu concorrendo contra o Prefeito Zequinha de Nova Modica começando assim o “racha” e a “divisão” dos prefeitos.

Já desgastados pelas eleições divididas de dezembro os prefeitos voltaram a ser convocados nesta sexta feira, (30/01), para uma reunião de emergência quando em pauta o Presidente pediu a cabeça do secretário executivo Jupiaci Ramalho e mais uma vez  “rachou” o grupo de prefeitos que fazem parte da ASSOLESTE.

A decisão de pedir e forçar a qualquer custo a saída de Jupiaci Ramalho pode ter trazido grandes dificuldades para o futuro da ASSOLESTE.  Nem mesmo havia terminado a reunião e o prefeito de Itabirinha, Dego Reis, já  oficializou sua saída da associação e a qualquer momento outros prefeitos podem segui-lo enfraquecendo sobremaneira o futuro da associação.

Nesta segunda feira o Jornalismo Mantena Online conferiu  uma atitude do novo Presidente quando colocou correntes no portão de entrada da ASSOLESTE já simbolizando um novo tempo que pode  marcar negativamente e literalmente as portas fechadas devido ao enfraquecimento politico que sinaliza o futuro.  

Veja em detalhes como foi a reunião pela saída de Jupiaci Ramalho da ASSOLESTE 

Conforme Ata da Assembleia Geral ordinária confecciona pela ASSOLESTE,  o prefeito de Central de Minas  e presidente  da ASSOLESTE,  Genil Mata da Cruz, disse que  nesta mesma sexta feira pela manhã convocou o secretário Jupiaci Ramalho para uma reunião e que a principio sua intenção seria apenas  levar o nome do secretário para apreciação da Assembleia, entretanto  após vários acontecimentos, disse que sua intenção  não era mais trabalhar com o mesmo, assim propôs sua saída voluntária, para que não houvesse necessidade de passar pela Assembleia, pagando ao mesmo todos os direitos trabalhistas e sociais, entretanto o secretário executivo  recusou a proposta.

Na parte da tarde o Presidente Genil Mata já veio programado, segundo informações o mesmo já mandou trocar as chaves do portão principal e da porta da entrada da sede,  apresentou em reunião o currículo da  pessoa  que pretende colocar como secretária da associação, segundo o mesmo, sem ônus financeiro para ASSOLESTE  e contestou  algumas realizações de Jupiaci Ramalho “A associação precisa de uma utilidade maior, de ver o retorno pautável para o meu município, todas conquistas apresentadas pelo secretário executivo não foram pleitos diretos da Assoleste e sim de todo estado”, afirmando que  para ele  precisava haver uma  mudança.

O prefeito de São Felix de Minas, Juraci Braz de Souza, afirmou que Jupiaci Ramalho não fez campanha e nem lhe pediu o voto e que o currículo apresentado pelo presidente trata-se de um profissional que qualquer um prefeito poderia contratar e que as mudanças  não necessariamente depende do secretário executivo, conforme pediu o presidente.

A prefeita de São João, Aparecidinha, que faz parte da nova diretoria da ASSOLESTE  disse que não tem nada contra o secretário executivo, mas, que entendia o presidente, pelo quadro que se apresentou, ela conclui que não há clima atual para que o secretário executivo trabalhe com o presidente.

Já o prefeito de Tumiritinga, Juliano de Souza Vicente, disse que quando foi presidente não conseguiu sintonia de trabalho com o secretário executivo e que a culpa não é do secretário e sim do estatuto  que segundo ele precisa ser mudado  para dar mais autonomia ao presidente  montar sua equipe de trabalho, citando como exemplo o CISDOCE.

O prefeito de Mantena, Dr. Wanderson Coelho, que foi um dos que apoiaram a permanência de Jupiaci Ramalho,  frisou que não concorda com a convocação de uma reunião da ASSOLESTE pelo Wahtsaap como aconteceu e que o Presidente precisaria de um motivo pautável para requerer a mudança do secretário e pelo que observa o motivo é pessoal.

Dr. Marcos Vicente Mendes, prefeito de São José de Divino interveio e pediu aos prefeitos para acalmarem os ânimos e relembrando as últimas eleições o prefeito de Mendes Pimentel, Moré, afirmou que já havia uma conversa (acordo)  para eleição de Genil em 2015, deixando os prefeitos complicados com o outro candidato, prefeito Zequinha de Nova Modica.

O prefeito  Zequinha, por sua vez disse que não sabia do acordo que havia da candidatura do prefeito Genil, disse que sua candidatura foi lançada pelo prefeito de Mantena, Dr. Wanderson Coelho, e não pelo secretário executivo Jupiaci Ramalho  como dizem por ai, reafirmou que o presidente precisaria de um motivo justo para retirar o secretário e que votava pela permanência do mesmo.

O prefeito de Nova Belém, Reinaldo de Souza Mendes, que pediu para sair por ter um compromisso já agendando em seu Município, questionado pelo prefeito Dr. Marcos qual seria o seu voto já que precisava sair antes  da votação, o mesmo disse que seria pela permanência de Jupiaci Ramalho no cargo de secretário executivo.

Para amenizar os ânimos e colocar uma  pano  na situação que estava  se apresentando e que poderia  rachar a ASSOLESTE no futuro, o prefeito  Helinho de Goiabeira ainda foi além e propôs que a pessoa  do currículo apresentada pelo presidente pode vir trabalhar em Mantena pela quantia de R$ 3.800,00 (três mil e oitocentos reais) e que se criasse um novo cargo, mas, que é contra a mudança no estatuto que poderia facilitar uma gestão mal intencionada no futuro. O prefeito Marquinhos de São Geraldo do Baixio gostou da proposta do prefeito Helinho e disse que apoiava a criação de um novo cargo.

Com a palavra franqueada pelo Presidente e ninguém mais se pronunciando a eleição aconteceu com a votação em sigilo e após a apuração e contagem dos votos com seguinte resultado: (06) votos sim e (06) votos, com o empate e  conforme o estatuto o Presidente decidiu contra a permanência de Jupiaci Ramalho.

Após o resultado o desfecho foi ainda mais pesado com os prefeitos discutindo a validade ou não da votação com o prefeito de Mantena, Dr. Wanderson se declarando contra, pois o voto do prefeito de Nova Belém, que saiu antes da votação, não foi computado. O Prefeito Helinho de Goiabeira disse que o prefeito Maicon, de Divino das Laranjeiras, não poderia votar porque estava desfilado  e ainda em débitos com a Associação, o prefeito de Divino então comprovou com documentos sua regularidade que foi atestada pelo presidente e encerrada a reunião.

Diante dos fatos a Polícia Militar foi chamada ao recinto para confeccionar um Boletim de Ocorrência visando uma possível decisão através da justiça.