Vereador Pedro Gonçalves de Nova Venécia recorre de decisão que determinava a perda do seu mandato

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Pouco mais de uma semana após o juiz da 30ª Zona Eleitoral, Thiago de Albuquerque Sampaio Franco, julgar procedente, em parte, e reconhecer fraude no preenchimento de cota feminina pelo partido Podemos, nas eleições de 15 de novembro de 2020, o vereador Pedro Gonçalves (Podemos), que teve a perda do seu mandato eletivo determinado com a decisão, decidiu recorrer.

O recurso foi impetrado nesta quinta-feira (10), no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo. “Eu vou lutar até o fim pelo cargo que a cidade me deu. Eu tenho muito orgulho de cada voto que recebi. Não foi fácil enfrentar os desafios até aqui, mas os últimos dias me mostraram que eu sou muito mais forte do que eu imaginava e que para alguém tirar o cargo que eu ocupo, terá que ser eleito assim como eu fui, democraticamente”, falou o vereador.

Segundo Pedro, a mudança de ideia em seguir lutando pelo cargo se deu após um grande clamor da população de Nova Venécia. “Fui eleito democraticamente, com 569 votos. Foram pessoas que depositaram, em mim, a esperança de constituir uma nova bandeira dentro da Câmara Municipal de Nova Venécia: a renovação. Que acreditaram que criatividade é pensar coisas novas e que inovar é fazer coisas novas”, falou.

“É por mim, é por você, é por todos que apostaram em mim para que esse sonho se tornasse realidade e por Nova Venécia, que não irei desistir. Vou lutar até o fim por nossos ideais, para vencer o sistema da velha política, e encorajado por todos vocês, por todo o clamor popular, é que irei recorrer da decisão que decidiu me afastar, injustamente, do cargo de vereador. É difícil, é trabalhoso, é complicado, é desgastante, mas é possível. Sim, é possível”, concluiu Pedro.

Apesar da decisão do juiz, Pedro segue no cargo até que haja o trânsito em julgado da sentença, que é quando não há mais recurso. A partir daí é que a Justiça Eleitoral vai fazer a retotalização dos votos para fazer o coeficiente eleitoral e partidário. Na decisão, o juiz também declarou a inelegibilidade do presidente do diretório municipal do Podemos e da suposta candidata laranja envolvida no processo, ambos, pelo prazo de 8 anos, a contar da data das eleições e reconheceu que Pedro não cometeu nenhuma infração.