Vereador Jeffinho parabeniza trabalho do deputado Enivaldo dos Anjos no combate a Máfia dos Guinchos

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O vereador de Ecoporanga Jeffinho Dal’Col (PSDB) usou as redes sociais para parabenizar e destacar os trabalhos do deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD).

De acordo com Jeffinho os serviços prestados pelo deputado tem sido de extrema importância para todo o Espírito Santo.

“O trabalho de Enivaldo dos Anjos em defesa do povo Capixaba através da máfia do guincho é espetacular. Os moradores do interior foram muito prejudicados com os guinchos que aterrorizavam principalmente os usuários de motocicletas”, ressaltou Jeffinho.

Recentemente o deputado estadual Enivaldo dos Anjos oficiou, como presidente da CPI da Máfia dos Guinchos na Assembleia Legislativa, o diretor-geral do Detran, Givaldo Vieira, para que informe se foi cancelada a contratação emergencial de uma empresa particular para realizar os serviços de guincho de veículos na Grande Vitória, “conforme garantido pelo líder do Governo, deputado Freitas, e pelo vice-líder, deputado Dary Pagung”.

O parlamentar voltou à carga depois de ter se posicionado, no final do mês passado, contrário ao contrato de emergência, sem licitação, do Detran com a empresa de guincho Águia, num valor global de R$ 3 milhões, quando o capital social da empresa contratada é de apenas R$ 130 mil, conforme enfatizou Dos Anjos.

O deputado compartilhou, por redes de contato, uma reportagem veiculada por uma empresa de televisão mineira noticiando que uma quadrilha, apontada pelo Ministério Público como liderada por um delegado de polícia, foi presa em Minas Gerais depois de desviar R$ 19 milhões em propinas no posto de licenciamento do Detran no município de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte.

ATUAÇÃO MAFIOSA
Junto com o vídeo da reportagem, Enivaldo dos Anjos enviou um áudio comentando o caso e dizendo que a reportagem é a comprovação de que a corrupção em órgãos de trânsito não tem fim e que, por isso, ele enfrenta a máfia dos guinchos.

“Essas empresas de guincho não são confiáveis. Sou contra terceirizar os serviços de pátio e guinchos porque essas empresas criam núcleos de corrupção com guardas desonestos e funcionários do Detran. A maioria desses funcionários é honesta, mas há muita gente desonesta nesses órgãos”, disse Enivaldo.Segundo ele, a reportagem sobre o caso de Minas é uma prova clara do que ele tem debatido – “e conseguido, embaixo de ameaças, romper com a máfia dos guinchos no Estado”.

“É isso que acontece. O vídeo mostra as pessoas combinando onde tem mais carros e onde podem arrecadar mais dinheiro. Algumas pessoas andam dizendo que sou contra pátios e que por isso não se pode mais apreender carros nas ruas. Não é isso. Quem defende pátios e guinchos particulares é para fazer corrupção e não para destinar dinheiro ir para o Estado. O guincho tem que ser público, do Detran, com taxas e emitidas pelo Detran e pagas nos bancos”, disse Enivaldo.

O deputado acrescentou que seu trabalho sempre foi de combater guincho particular, custe o que tiver de custar: “Todas as vezes em que o Estado quiser colocar pátio e guincho nas mãos de particular, eu vou me rebelar. Estou comprometido em combater a corrupção”.

O deputado disse ainda que a CPI da Máfia dos Guinchos recebeu mais informações sobre a nova contratação: “A ação mafiosa está nos terceirizados inventarem problemas nos carros e com os motoristas para gerar os serviços do guincho, que custa em media 190,00 por carro e por motos, mesmo levando mais de um carro ou uma moto”.

Criada em março de 2015, a CPI da Máfia dos Guinchos deve apresentar na segunda-feira (10), às 13 horas, o relatório final do colegiado que investigou durante quatro anos denúncias de possível conluio entre Poder Público e prestadores de serviço, como por exemplo, pátios privados, com intuito de transformar a apreensão de carros ou aplicação de multas em prática lucrativa, prejudicando o contribuinte. A reunião será no Plenário Judith Leão Castello Ribeiro.

Durante os quatro anos, prefeitos, secretários municipais de Segurança, guardas municipais “campeões de multa”, diretor, ex-diretores e servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES) foram convidados ou convocados para explicar aos deputados casos de possíveis abusos contra donos de automóveis em algumas cidades capixabas. Um dos temas que receberam maior atenção foi a possível indústria da multa e sua ligação com os pátios onde os veículos seriam apreendidos. Proprietários e administradores de pátio também foram arguidos em diversas ocasiões pelos deputados.

Cidadãos que se sentiram lesados e denunciaram tanto na imprensa quanto para a própria CPI – via e-mail criado como canal direto – também foram ouvidos. Falta de clareza e organização em sistemas de estacionamento rotativo, bem como ação de flanelinhas foram algumas das principais queixas.

Só no primeiro ano foram ouvidas 72 pessoas, segundo relatório parcial apresentado pela relatora Janete de Sá (PMN) em dezembro de 2015. O documento apontou a CPI como principal responsável, em oito meses, por redução de 450 para 60 apreensões por mês; proibição de guincho de carros por falta de pagamento em áreas de parquímetros; e proibição de cobrança de estadias em pátios acima de 90 dias.

Já em 2016, outro tema que foi abarcado pelos trabalhos da CPI foi a questão dos táxis na Grande Vitória. Os deputados apuraram desde suspeita de favorecimentos no processo de liberação de novas concessões em Vitória, passando por possíveis proprietários de várias delas, até denúncias de coação. Motoristas de táxis de outras cidades da Grande Vitória acusaram guardas da capital de coagirem e serem violentos com eles; já motoristas da capital apontaram possível ataque e violência de taxistas de outros municípios.

Pelas denúncias, guardas de Vitória receberiam comissão ao autuar taxistas de outros municípios pegos atuando na capital, enquanto taxistas de Vitória que faziam ponto em outros municípios não eram sequer punidos. O debate provocaria ainda uma proposta de metropolização do serviço de táxi, um sistema com uma tarifa única.

A falta de segurança em alguns pátios também gerou investigação. Houve caso de veículo apreendido pelo Detran, recolhido em pátio de Cariacica, mas que desapareceu e foi encontrado na Bahia.

Outra pauta que começou em 2016 e foi destaque em 2017 foi a realização de leilões eletrônicos pelo Detran para garantir um esvaziamento de sucatas em pátios espalhados pelo estado. Questões como rotativo, retorno de guinchos e aplicação de multas também pautaram 2017 e 2018. Secretários municipais, servidores estaduais e diversas autoridades retornaram às reuniões para explicar denúncias ou mudanças em serviços, como o rotativo em Guarapari e a nova licitação do governo do Estado para fornecimento de serviço de remoção de veículos, que chegou a sofrer denúncia de direcionamento.

Em reuniões em outubro deste ano funcionários e o diretor-geral do Detran, Romeu Scheibe Neto, defenderam a lisura do processo licitatório, ainda em andamento. A licitação dividiu o Estado em 12 lotes e, quando a empresa vencedora do pregão para cada lote era anunciada, as empresas que se sentiam prejudicadas tinham prazo para recorrer da decisão. Na reunião de 22 de outubro, o diretor da autarquia anunciou a suspenção da licitação.

Diante de denúncia de empresária desclassificada, sugerindo que houve sim vício na licitação por parte do Detran, a CPI pediu em 29 de outubro a quebra do sigilo telefônico de donos de donos das duas empresas vencedoras do certame, a Avocati e a Rebocar. Um dos sócios da Avacoti foi ouvido pelos deputados no dia 5 de novembro e negou qualquer irregularidade.