Um novo Estádio surgiu em Barra de São Francisco no bairro Campo Novo na década de 1960

770

Primeira metade da década de 1960, por volta de 63, nossa cidade impulsionada pela lavoura do café já tomava um novo rumo no desenvolvimento, com isso era preciso criar novos espaços expandindo através de novos bairros, assim nasceu no bairro Campo Novo, e logo se tornaria um dos mais procurados por antigos moradores de nossa cidade, bem como, para os novos que vieram se estabelecer em Barra de São Francisco-Es.

Fácil entender desde o primeiro momento, porque levou esse nome. Todavia, não custa nada fazer um breve comentário. Havia um antigo campo, que vinha sendo exprimido pela ocupação urbana, esse campo era logo após a ponte que dá acesso ao bairro Vila Gonçalves onde tem hoje como referência a Escola João Bastos.

Nós morávamos na Elizeu Divino, onde hoje tem uma oficina de eletroeletrônicos, ao lado da Aerozon, meus pais aproveitando a oportunidade pelo fato do preço do terreno ser mais em conta do que em outros locais da cidade, procuraram o Senhor que conhecíamos apenas por Chiquinho Dentista, que morava no local onde é a residência da senhora Penha Moura, filha do casal Augusto Moura e Ângela Bragato Moura, esse senhor estava indo embora para Governador Valadares e estava vendendo a sede, bem como o terreno no entorno da sua residência, a casa é a mesma ainda hoje não sofrendo nenhuma mudança na sua aparência frontal.

Gostaria de destacar o modelo da frente aparece em muitas casas do nosso município, pelo fato de um construtor muito conhecido e que fez história no Espirito Santo ter um mesmo estilo da frente cito como exemplo a sede onde fomos criados. Esse construtor era o Sr. Antônio Militim.

O início das atividades esportivas aqui no bairro foi uma verdadeira bagunça, não havia muro no campo, para haver cobranças de entradas, uma corda era esticada justamente numa pinguela que havia onde é hoje a ponte que dá acesso ao bairro, próximo a Igreja Assembleia de Deus, nos dias de jogos aí o bicho pegava, pois, os cobradores não queria deixar os moradores transitar nem para fora do bairro, bem como os moradores que estavam fora dele, era uma bagunça só.

Eu gostaria de lembrar um fato que me marcou eu com os meus seis para sete anos vi o seguinte acontecimento: nosso terreno ia de uma rua à outra, e nós tínhamos o campo de visão todo aberto para assistirmos os jogos, mas como existe sempre alguém que pensa que pode mandar até dentro da sua casa, isso também já existia naquele tempo. Bom, nós estávamos dentro do nosso quintal que era cercado, assistindo um jogo, nesse dia haviam outras pessoas também no nosso quintal vendo a partida.

Creio que raríssimas pessoas vão se lembrar do Sargento Enéias, ele parecia ter problemas psicológicos. Nesse jogo, ele foi encarregado de tirar o pessoal mesmo de seus terrenos, foi um capetero danado, as pessoas começaram a avacalhar com ele, e ele não perdeu tempo começou a jogar pedras em nós no quintal, ai o pessoal não perdeu tempo e retribuíram as pedradas, ele desceu o morro e foi reclamar que o pessoal não o respeitava, volta ele mais um policial para tentar tirar o pessoal, e ninguém arredou pé, me lembro direitinho que ficou o policial e o Enéias do lado de fora, e o pessoal do lado de dentro até o jogo terminar.

Não foram poucas as vezes que policias foram até onde é hoje o Ginásio João XXIII, tirar as pessoas que iam até lá para assistir os jogos.

Por: Paulo Cesar Andrade (Paulinho Caipora)