Teco Ferreira, presidente do PTB, reafirma apoio contra a corrupção em Barra de São Francisco

1337
Teco ferreira em apoio ao MP
Teco Ferreira em apoio ao MP

O jovem Presidente do PTB de Barra de São Francisco, Teco Ferreira, que é empresário no ramo de comércio na cidade, assegurou ao site Gazeta do Norte que está apoiando as decisões do Ministério Público, e dos vereadores que estão na luta para acabar com a corrupção.

Lembrando que apenas quatro vereadores apoiam a decisão do MP, mas os demais defendem o prefeito e os demais evolvidos no escândalo de contração de máquinas pela prefeitura municipal. Os vereadores que pedem o fim da corrupção são, Lula Cozer, Zé Valdeci, Juvenal Calixto e Valézio Armani.

As denúncias feitas pelo Ministério Público Estadual (MPES) são contra o prefeito Luciano Pereira (DEM) e o vice dele, Matheus Ferreira (PMDB), além do empresário Moisés Antônio Martins e empresas.

Teco salienta que todos os cidadãos de bem de Barra de São Francisco devem se unir em torno do movimento anticorrupção que está sendo formado na cidade para acompanhar as denúncias do MPES.

Luciano Pereira está sendo acusado de formação de quadrilha para tirar dinheiro de produtores rurais e dos cofres municipais, junto com o empresário e amigo íntimo dele, Moisés Antônio Martins. A denúncia foi apresentada à Câmara Municipal pelo MPES e o documento está sendo analisado pela Comissão de Redação, Constituição e Justiça da Casa.

O parecer deverá ser lido hoje, dia 29 de fevereiro de 2016, ou nos próximos dias, como já adiantou o presidente da comissão, vereador José Valdeci, será pedido o afastamento do prefeito e de seu vice, por improbidade administrativa.

DENÚNCIA

As denúncias contra o prefeito Luciano Pereira veem se acumulando desde que ele assumiu a prefeitura, em 2013. Em meados do ano passado o presidente do Partido Progressista (PP), Delcy Nunes, apresentou ao Ministério Público uma denúncia fundamentada nos serviços prestados pelas empresas de Moisés (uma delas em nome da mãe dele) para produtores rurais.

A contrapartida cobrada, de R$ 30 por hora/máquina, segundo a denúncia, deveria alimentar o Fundo de Desenvolvimento Rural Sustentável (FDRS), mas o dinheiro estava sendo paga diretamente aos operadores de máquinas das empreiteiras de Moisés.

Para agravar ainda mais a situação, o então secretário de Agricultura do município, Valmiro Saar, admitiu diante do MPES, que a prestação de contas dos serviços realizados pelas empresas Terramar e Martins, eram pagos na base da “confiança”, ou seja, não havia nenhuma fiscalização sobre o que realmente era feito e para quem.

Há aproximadamente um ano o vereador Paulinho do Hospital (PV) pediu o fim das contratações de Máquinas. Logo em seguida, começaram a aparecer denúncias de irregularidades. O MPES ouviu vários envolvidos no suposto esquema, inclusive os produtores rurais que pagavam diretamente aos funcionários da Terramar.

A partir daí os promotores de Justiça Creumir Guerra, Luiz Carlos de Vargas e Rafael de Melo Gariolli, puderam fundamentar a ação de improbidade administrativa contra o prefeito e seu vice, além de apresentarem denúncia contra os agentes políticos na Câmara Municipal.