Sindicato dos Servidores Municipais de Barra de São Francisco fechou as portas

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IMG-20150928-WA0005Quando a imprensa local divulga que a administração de Barra de São Francisco/ES se especializou no calote, algumas pessoas não acreditam e há até quem a defenda.

Mas a coisa é mais séria que se imagina e a administração está tão desmoralizada, que ninguém quer vender nem uma agulha para a prefeitura fiado. Tem que pagar primeiro, para depois levar.

Os servidores dispensados com o final da administração do ex-prefeito Waldeles Cavalcante (PSC), ainda não viram a cor do dinheiro e para tentar obter seus direitos, tiveram que mover ações na justiça, que estão andando a passos de tartaruga, graças à morosidade da justiça brasileira, que beneficia esse tipo de gente inescrupulosa.

A empresa que prestava serviços de limpeza urbana rompeu o contrato por falta de pagamento e o calote foi de mais de R$ 22 milhões, que a referida empresa busca receber na justiça, acrescidos de juros, correção monetária e multa.

Também alguns comércios, prestadores de serviços e laboratórios que mantinham contratos com a prefeitura, reclamam do não pagamento e muitos deles suspenderam o atendimento, prejudicando a população, principalmente no caso de laboratórios.

Agora vem a informação de que o prefeito, além dos calotes acima citados, está também praticando crime de apropriação indébita, ao se apossar dos valores que são descontados dos servidores na folha de pagamento, como contribuição ao sindicato da classe.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Edvaldo Martins Filipe, protocolou no dia 25 de agosto último um documento requerendo o repasse dos descontos dos servidores nas suas folhas de pagamento referentes aos meses de janeiro a agosto de 2015, que até o exato momento não foram repassados à entidade de classe.

A retenção indevida dos recursos está prejudicando o sindicato, que não está podendo cumprir com seus compromissos, principalmente no atendimento a filiados que possuem enfermidades graves e que dependem da entidade classista.

Caso o prefeito não libere os recursos que apropriou indevidamente, o órgão deverá recorrer ao judiciário para ter seus direitos garantidos. Como já era de se esperar, o sindicato fechou as portas, conforme faixa estampada na faixada na frente do escritório local.

Por: Elvécio Andrade