Segurança: Presidente da ASSOLESTE ameaça manifestação geral se não for atendido pelo Estado

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97“Vou entregar o documento pessoalmente ao secretário de Estado de Defesa Social e pedir uma data para o retorno das solicitações. Se não formos atendidos, vou apresentar um cronograma de manifestação coletiva e simultânea, pois não aceitaremos um não do governo do estado. Estou enjoado de requerimentos que ficam engavetados”

Conforme informações enviadas para imprensa, quinze municípios do vale do rio doce poderão suspender suas atividades para manifestar contra a falta de investimentos do governo estadual na área de segurança pública. A afirmação é do presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Leste de Minas (Assoleste) e prefeito de Central de Minas, Genil Mata da Cruz (PP). Segundo ele, o principal déficit da região é a falta de contingentes. “Esse é o problema que mais afeta a segurança púbica na nossa região. Precisamos e vamos agir”, garante.

A decisão foi tomada durante reunião realizada na última quinta-feira, 19, com a presença de 10 dos 15 prefeitos filiados à entidade, além do promotor de justiça de Mantena, Evandro Ventura, a comandante da 159º Cia de Polícia Militar, Karla de Oliveira e o delegado da polícia civil de Mantena, Yuri Motta.

Os prefeitos reclamam principalmente do baixo efetivo de policiais nos municípios do vale do rio doce, deixando um clima de insegurança na população. Em Central de Minas, os moradores chegam a ficar 11 horas por dia sem nenhum policial nas ruas.

A falta de uma delegacia regionalizada faz com que os presos sejam conduzidos a Governador Valadares, onde as ocorrências são lavradas. “Isso demanda uma equipe de pelo menos dois policiais e uma viatura para acompanhar o preso. Além do gasto com gasolina, o município fica ainda mais desprotegido com a ausência desses policiais”, enfatizou o delegado da polícia civil de Mantena, Yuri Motta.

A prefeita de São João do Manteninha, Maria Aparecida de Araújo (PMDB), contou que atendendo a uma reivindicação da comunidade, a prefeitura construiu um posto policial no distrito de Vargem Grande. Apesar de a obra ter sido inaugurada, não foram designados policiais para o local. “Temos mais de 70 fábricas de lingerie localizadas em Vargem Grande, sem nenhuma cobertura policial, um chamativo para bandidos”, reclamou.

Documento

As reivindicações já foram repassadas pelo presidente da Assoleste, Genil Mata, ao secretário adjunto de Defesa Social, Rodrigo de Melo Teixeira, em reunião que aconteceu no último dia 12, em Belo Horizonte. Agora, será encaminhado ao governador Fernando Pimentel (PT) um documento assinado pelos 15 prefeitos cobrando o imediato cumprimento de três medidas para minimizar os efeitos da estrutura precária e a falta de policiais na região: a implantação e estruturação de uma delegacia regional; o remanejamento e o aumento do efetivo de policiais militares; a implantação do programa olho vivo para contribuir na prevenção de crimes.

“É inadmissível uma cidade não ter cobertura policial 24 horas por dia, deixando a população numa situação de total insegurança. Vou entregar o documento pessoalmente ao secretário de Estado de Defesa Social e pedir uma data para o retorno das solicitações.

Se não formos atendidos, vou apresentar um cronograma de manifestação coletiva e simultânea, pois não aceitaremos um não do governo do estado. Estou enjoado de requerimentos que ficam engavetados”, disse Genil.

A Assoleste conta atualmente com 15 municípios filiados, que somam uma população estimada em mais de 100 mil habitantes.

Fonte: Assoleste