Promotor interino de Barra de São Francisco vê saúde em alerta máximo

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Promotor Izaias ao centro
Promotor Izaias ao centro

O promotor de justiça, Izaias Antônio de Souza, que, está atuando na Comarca de Barra de São Francisco, disse a imprensa regional, assim que assumiu seu posto no MP francisquense que não é promotor de Barra de São Francisco.

Segundo o próprio, ele está promotor interino junto à 2ª Promotoria cível da Comarca, atendendo a uma solicitação da administração superior do MPES, em razão das vacâncias ocorridas no último processo de movimentação no seu quadro de membros. Izaias assegurou ainda que permanece como titular da Promotoria de Justiça de Mantenópolis.

O referido promotor já chegou a Barra de São Francisco com todo gás e disposto e mostrar serviço, pois ele reuniu com representantes do hospital Drª Rita de Cássia para tratar de assunto do mesmo. O hospital de Barra de São Francisco atende várias cidades do Noroeste, bem como de algumas cidades de Minas Gerais.

O Promotor não escondeu sua surpresa e indignação com os fatos expostos, observando que, se verídica a situação relatada, encontra-se subvertido todo o sistema de hierarquização do sistema público de saúde (SUS). Izaias explicou ainda, que o sistema SUS tem que trabalhar com parâmetros geográficos e científicos na organização do atendimento aos usuários.

De acordo com Izaias, a base do sistema está no atendimento domiciliar preventivo, educativo e até curativo, que é realiza através das equipes do programa Saúde da Família, com apoio estrutural nas unidades básicas de saúde.

“Em nível superior os municípios devem contar, no mínimo, com uma unidade de pronto atendimento ininterrupto, por onde devem passar os atendimentos de urgência e emergência, nos quais se incluem estágios de observações e estabilizações”, disse o promotor.

“É a partir daí que se dão os encaminhamentos para atendimentos de média e alta complexidade, através do sistema de referencialmente em especialidades”, disse ele.

O promotor se mostrou assustado e surpreso com a possível realidade de que o HDRC tenha se tornado uma espécie anômala de “unidade básica de atendimento regional”. E observou: “É como usar carretas no lugar fusquinhas e vice-versa”.

Considerando a situação de gravidade extrema que requer medidas que venham minimizar o mais rápido possível o gravame atual, o promotor solicitou a todos os participantes daquela reunião que se engajem no sentido de conseguir agendar um outro encontro o mais breve possível, para que se alcance uma segunda etapa de trabalho mais ampliada, com a participação de autoridades administrativas e políticas regionais e estaduais.