Professores da rede municipal de ensino de Barra de São Francisco na bronca com prefeito

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Lulu Pereirinha e Aldair, considerados os "carrascos" dos professores
Lulu Pereirinha e Aldair, considerados os “carrascos” dos professores

Professores da rede municipal de ensino de Barra de São Francisco, saíram as ruas no último sábado, 12/03/2016, e panfletaram o comércio local, nas ruas e na feira da cidade. Os educadores municipais, estão lutando por uma educação de qualidade na rede municipal de ensino do município, onde os problemas são muitos.

Constantemente os professores denunciam várias dessas situações, como, por exemplo, no verão as salas de aulas viram verdadeiras “saunas de aulas” por falta climatização, o ano de 2015 foi marcado por denúncias com relação a falta e a má qualidade da merenda, falta de material pedagógico e didático.

Os professores estão em campanha salarial. “No início deste ano letivo sentamos duas vezes com o secretário de Educação e não avançamos nas negociações, na melhoria da qualidade do ensino e em relação ao nosso salário, pois o mesmo está com uma defasagem de 14,7%, mais o piso salarial 2016 de 11,36%, reivindicamos 27,73% e o secretário ofereceu 0%, lembrando que o FUNDEB vai fazer um repasse de 11,36% esse ano”, disse um professor.

“Tem dinheiro para construir rodoviária e manter a Rede Positivo, uma assessoria pedagógica particular, mas não tem para os profissionais da Educação”, reclama um professor.

“Desde o início do mandato do atual prefeito, ele alega não ter dinheiro para cumprir a lei do piso. No entanto esse mesmo governo nada diz a respeito do FUNDEB”.

“De acordo com a lei nacional do piso, o município que admitir não ter condições orçamentarias para cumpri-la, poderá recorrer ao fundo, só que o mesmo tem que provar através de documentos que não é capaz de fazê-lo, para receber complemento, porque a atual administração ainda não fez”.

“O engraçado é que para o pagamento do piso o prefeito não tem dinheiro, já para gastar mais de um milhão de reais por ano com um sistema particular do positivo que não é necessário, pois o governo através do MEC envia livros melhores e de graça, todo ano para as escolas”.

“Está mais do que provado que para essa administração que a educação nunca foi prioridade. Entendemos que é impossível garantir a qualidade do ensino sem que haja uma política efetiva de valorização dos profissionais em educação. No entanto, tudo o que tem sido feito por esta administração, vai na contramão da valorização da carreira dos educadores”.

“A luta por uma educação pública de qualidade não é só dos professores, precisamos do apoio de todos e todas para mudar o quadro do ensino público municipal”.