Procura por testes de Covid-19 sobe às vésperas do Natal, mas especialista do ES faz alerta

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Com a proximidade das festas de fim ano, a procura por testes que detectam a Covid-19 aumentou no Espírito Santo. Muitas pessoas optam pelo exame para assegurar que não transmitirão o vírus para familiares durante as comemorações. Entretanto, uma infectologista alerta que a prática não é segura.

A funcionária pública Jamylly Caran procurou um drive-thru em Vitória para coletar o exame. Para ela, essa é uma das melhores formas de prevenir a contaminação durante as festas de final de ano, quando pretende se reunir com parentes. “Questão de cuidado mesmo, das pessoas de risco que convivem com a gente”, disse.

Um laboratório localizado na capital explica que muitos capixabas tiveram a mesma ideia que a funcionária pública. Em dezembro, a procura pelos testes aumentou 60% em relação ao mês passado.

E a expectativa, segundo o responsável técnico pelo laboratório, é que a demanda aumente ainda mais nas próximas semanas.

“A nossa expectativa agora nas vésperas de Natal e Réveillon é que aumente pelo menos 100% o movimento que a gente está tendo. São dois perfis de pessoas: umas que estão realmente com sintomas, e outras que quando chegam próximo de feriado querem visitar entes queridos e amigos e saber seu estado para a Covid-19”, disse Edson Mezadri Vieira.

No laboratório, seis em cada dez exames realizados são de PCR-RT de urgência, cujo resultado sai em até um dia útil.

Mas, para a infectologista Rúbia Miossi, só o teste não é garantia de ficar livre da contaminação. Por isso, é necessário que outros cuidados sejam tomados, principalmente nesta época.

“Pode ser que seu exame venha negativo e você tenha se contaminado depois que fez o teste, então não é seguro você fazer um teste desse tipo para poder visitar parentes sem usar máscara, porque não tem como garantir essa segurança. A menos que você faça o teste e se mantenha em isolamento absoluto até o resultado do teste dar negativo e aí manter esse isolamento até o contato com a família”, disse.

Ainda assim, a recomendação dos especialistas é que as celebrações em grandes grupos sejam deixadas de lado ou feitas à distância.

“Proteja agora seu parente mais idoso, faça uma videochamada, mande uma mensagem, mas evite o contato presencial neste momento. Neste final de ano é reforçar essas medidas para que no ano que vem a gente possa festejar Natal e Ano Novo, todos juntos novamente, depois que já estivermos vacinados”, disse Rúbia.

Uma cartilha divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta semana recomenda que as celebrações sejam feitas apenas com as pessoas que moram na mesma casa.

G1 ES