Prefeito de São Gabriel da Palha vai queimar R$ 60 mil reais em foguetes

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Henrique Vargas
Henrique Vargas

Em momento de crise econômica, principalmente na área da saúde no município de São Gabriel da Palha – ES, o prefeito Henrique Vargas (PRP/ES), firmou contrato com uma empresa de Minas Gerais, no valor de R$ 60 mil, para fornecimento de fogos de artifício para a prefeitura, esbanjando dinheiro público com despesas não essenciais ou de ínfima prioridade. O contrato foi assinado e publicado no diário oficial do Espirito Santo.

Vários moradores do município foram ouvidos pela nossa reportagem, sobre o assunto demonstraram indignação e revolta com a atitude do prefeito e afirmaram que o dinheiro deveria ser investido na área da saúde e educação.

“Gastar recursos públicos com fogos de artifícios é uma atitude desnecessária do prefeito, é como se estourasse dinheiro público para o alto, só para ouvir o barulho, e o contrato não foi pequeno, são R$ 60 mil em fogos de artifícios é muito dinheiro público para ser atirado para o alto”, disse um líder religioso que pediu para não ter seu nome citado, com medo de perseguições.

“Esse prefeito está passando dos limites, ele deveria ter um pouco mais de coração e pensar nos pobres e investir na saúde, ele não faz o repasse de recursos próprios para o Hospital Fernando Serra, com vários meses de atraso. A dívida com o hospital é grande, dizem que ultrapassa R$ 400 mil. Ele deveria gastar esse dinheiro de foguetes com a saúde ou na educação, o maior arrependimento que tenho em minha vida é ter votado nesse prefeito que está levando nosso município para o caos”, disse uma moradora do bairro Aimorés.

“Fui na farmácia básica do posto com a receita da minha filha, para pegar o xarope Ambroxol, para tosse, que a pediatra passou, e não tinha. Isso causa revolta, agora vai queimar muito dinheiro com foguetes. Esse prefeito passou dos limites”, critica outra moradora, do bairro Asa Branca.

“Esse prefeito está destruindo nosso município. Ninguém pediu foguete não prefeito, precisamos de saúde, exames, consultas, remédios que faltam direto na farmácia do posto. Fui buscar meu remédio de pressão e o controlado não tinha, antes desse prefeito eu pegava meus remédios todo mês, nunca faltava. Para marcar uma consulta com cardiologista, precisei ir às 3h da manhã para a frente do posto, mas já tinha muita gente na fila, eu não consegui marcar a consulta, porque só tinha dez vagas para o cardiologista”, disse uma moradora do bairro Jardim da Infância.

“Fica comprovado que é um gasto desnecessário que o prefeito contratou indo contra a vontade do povo, que deseja uma saúde digna e melhor, e não foguetes ou shows pirotécnicos, sendo falta de gestão, prioridade, planejamento e respeito com dinheiro público”, disse um aposentado.

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