Polícia Militar constata desmate e queima de Mata Nativa em Água Doce do Norte

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desmate - gazeta do nortePoliciais militares da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) com sede em São Mateus estiveram na tarde de terça-feira (21), em uma propriedade na localidade de Córrego da Pratinha, zona rural do município de Água Doce do Norte, e constataram a degradação ambiental em uma área de vegetação nativa em estágio inicial de regeneração.

A equipe chegou ao local por meio de denúncias anônimas e verificou um desmate de 91.574m² de vegetação nativa da Mata Atlântica, e a queima de 16.355m² de vegetação nativa na mesma área desmatada.

Segundo os policiais, grande parte do serviço foi realizado com o uso de tração mecânica (trator). A infratora, uma produtora rural de 54 anos, informou que não possuía autorização do órgão competente para os serviços realizados. Cerca de 35 estéreos de lenha nativa foram apreendidos.

A área foi embargada e interditada, e foi confeccionado um Termo Circunstanciado, referente à prática prevista nos artigos 41 Paragrafo Único e Art. 50 da Lei de Crimes Ambientais, além do relatório fotográfico que foram protocolados junto ao Juizado Especial Criminal de Água Doce do Norte, onde a infratora será intimada a prestar esclarecimentos. Toda documentação produzida também será encaminhada através de ofício ao escritório do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) no município, para as providências administrativas.

Importante saber:

Lei Federal nº 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais
Art. 41. Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena – reclusão, de dois a quatro anos, e multa.
Parágrafo único. Se o crime é culposo, a pena é de detenção de seis meses a um ano, e multa.
Art. 50. Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de especial preservação: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.