Polícia Ambiental flagra maus tratos a animais e desmonta rinha de galos em Jaguaré

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Na tarde da última quinta-feira (14), policiais da Terceira Companhia de Polícia Militar Ambiental prosseguiram até a Comunidade do Córrego São Roque, município de Jaguaré, a fim de verificarem denúncia de rinha de galos.

No local, os militares flagraram oito aves sendo mantidas irregularmente em cativeiro, sendo que duas apresentavam indícios de maus tratos, pois estavam com diversas lesões pelo corpo, principalmente, nos olhos, pés e bicos. No quintal da residência denunciada, havia um tambor para atividade conhecida como Rinha de Galo, na qual as pessoas submetem as aves a disputas e realizam jogos de azar relacionados a tais disputas.

O proprietário da residência denunciada, identificado como V.S.S., de 34 anos de idade, que foi autuado e responderá a processo criminal, assumiu que mantinha a atividade ilícita para arrecadar dinheiro e entregou aos militares uma bolsa contendo diversos materiais de manejo de aves, tais como: frascos de medicação, seringas, medidores de ração, tesouras, alicate, biqueiras, buchas, câmara de ar picotada, rolo de esparadrapo, entre outros. Os animais lesionados foram entregues na Delegacia de Jaguaré para a devida destinação pela autoridade competente.

Segundo o comandante da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, capitão Fabrício Pereira Rocha, a prática de manutenção de rinha de galos, além de configurar maus tratos aos animais, pode configurar contravenção penal de promover jogos de azar, previsto no artigo 50 do Decreto-lei 3.688/1941, sujeitando os responsáveis à prisão de 3 meses a 1 ano e multa. O oficial alerta que a Polícia Ambiental realiza patrulhamento preventivo diuturnamente para evitar a ocorrência desses e de outros tipos de crimes, mas que com o auxílio da comunidade, através de denúncias, o trabalho seria muito mais eficaz. Qualquer cidadão pode denunciar através do telefone 181 e não precisa se identificar.