PMs e familiares na mira da operação “Protocolo Fantasma” no ES

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Uma equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da Força Nacional, realiza na manhã desta segunda-feira (20) uma operação para prender quatro investigados por envolvimento na paralisação da PM no início do mês passado.

Batizada de “Protocolo Fantasma” (nome de um dos filmes “Missão Impossível”), a operação tem como alvos policiais militares, familiares de policiais e representantes de associações de classe, e também visa o cumprimento de vinte e três mandados de busca e apreensão e dezessete notificações para depoimento, expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Vitória.

Às 10h50, os quatro mandados de prisão já haviam sido efetuados, e as pessoas levadas ao Quartel da PM de Maruípe. As 17 notificações para depoimento ainda estavam sendo cumpridas. A movimentação é intensa na rua do Ministério Público em Vila Velha, que fica na Prainha. Familiares estão aguardando depoimentos de mulheres e outras pessoas que participaram da manifestação que durou mais de 20 dias.

Segundo nota do MPES, “o Gaeco investiga os integrantes de uma organização criminosa que, sob pretexto de reivindicar aumento salarial e outros benefícios aos policiais militares, valem-se de atentados contra serviços de utilidade pública, apologia a fatos criminosos, motim/revolta, ameaças a autoridades, dentre outros crimes. Diante dos elementos probatórios colhidos, as medidas cautelares acima descritas se mostraram indispensáveis”, informa a nota.

O MPES, informou, ainda, que a operação não tem objetivo de atrapalhar as negociações por melhorias reivindicadas pela classe policial, já iniciadas por comissão mista formada perante a 3ª Vara da Fazenda Pública de Vitória, “até porque as condutas criminosas sob apuração são contrárias aos interesses da categoria e atentatórias à sociedade capixaba”, afirmou o órgão, por nota.

Fonte: gazetaonline