Parlamentar capixaba pede reforma do Estado brasileiro

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Parlamentar capixaba, Enivaldo dos Anjos
Parlamentar capixaba, Enivaldo dos Anjos

O deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), 1º secretário da Assembleia Legislativa (Ales), usou a tribuna da Casa durante a sessão ordinária desta segunda-feira (13) para conclamar a classe política a realizar uma reforma administrativa no país que atenda aos interesses da população. Ele destacou que os últimos presidentes, independentemente do partido a que pertenciam, não conseguiram promover uma reforma satisfatória.

“Se formos avaliar os governos que se passaram ninguém se salva, tanto o PSDB quanto o PT mantiveram os vícios administrativos, nenhum dos dois conseguiu reformular o Estado brasileiro. Um entregou os serviços essenciais ao capital estrangeiro; o outro a Petrobras à corrupção. São 513 parlamentares no Congresso e o Plenário vive vazio”, lamentou.

Enivaldo criticou os serviços de saúde e educação no país e a política de segurança. “Os médicos se formam apenas para ficar rico, não possuem compromisso social. Na área da educação nenhum governante a coloca prioridade, só se constrói prédio, não se investe em salário e na formação profissional, as crianças se educam com o esforço individual de cada professor. Na segurança pública só tem conversa. Cada um propõe uma mudança e você só vê a violência crescer”, apontou.

Tucanos

O líder do PSDB na Casa, deputado Pastor Marcos Mansur, fez um balanço da ideologia do partido. Ele fez uma panorama da crise pela qual o país passa, destacando o aumento da dívida nos últimos dois anos e os casos de corrupção no governo federal.

“A dívida bruta de nosso país é um dos calos principais da crise, que saltou em dois anos de R$ 600 bilhões para R$ 3,5 trilhões. Ela aumentou cinco veze e encaixa-se no período eleitoral, não temos como omitir a causa dela. Estamos pagando este preço hoje. É a dívida da reeleição da presidente Dilma”, afirmou.

O tucano ainda ressaltou o adiamento pelo Tribunal de Contas da União (TCU) da análise das contas do governo federal relativas a 2014. O órgão concedeu trinta dias para a presidenta Dilma Rousseff explicar as chamadas “pedaladas fiscais”.

“Os balanços foram maquiados, demonstravam até superávit fiscal. Agora estamos pagando o preço de um ajuste fiscal violento, que deveria ter sido aplicado de maneira paulatina. A crise é agravada por escândalos sucessivos como o mensalão, a lava jato e pela irresponsabilidade com o preço dos combustíveis e com a política energética. Esse dinheiro não foi para benefício da população, foi para os paraísos fiscais”, disse.