Nível do Rio Doce entre Colatina e Linhares, no ES, chega a 5 cm

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900Novas imagens do Rio Doce, visto da rodovia ES-058, que liga Colatina a Linhares, no Espírito Santo, mostram o cenário desolador da seca. Antes, às margens da rodovia era possível ver água na região, mas hoje a área está completamente deserta. Quem passa pelo local também pode ver bois e cavalos pastando onde antes havia o rio.

Em Colatina, já foi decretada situação de emergência devido à seca. O nível do Rio Doce está oscilando entre 5 e 7 centímetros, sendo que o normal é de 1,20 m. Já a vazão do rio oscila entre 100 e 110 m³, mas está espalhada em uma área muito grande, o que dificulta a captação com as bombas.

A captação está sendo feita por bombas flutuantes. O diretor do Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear), Antônio Demuner, explica que estão sendo abertos canais com máquinas escavadeiras, além do uso de mais canos para captar a água ainda existente.

“Por enquanto, não vai haver racionamento em Colatina, mas precisamos da colaboração da população no sentido de consumir o mínimo de água, para que continuemos a abastecer de forma contínua”, afirmou.

Interior
No interior de Colatina, a situação é mais grave. Os rios e córregos que abasteciam os distritos de Baunilha, Ponte do Pancas, São José do Cantão, Paul de Graça Aranha e São Salvador, secaram. Agora, o abastecimento já é feito com carro-pipa.

Demuner explicou que a água potável retirada de um hidrante na saída de Colatina é levada direto para o reservatório dos distritos. Três carros-pipas circulam o dia todo para abastecer essas localidades.

E, se já não há mais água para abastecimento humano, também falta para irrigação. O secretário de Desenvolvimento Rural, Ricardo Pretti, já estima um prejuízo de 50 milhões na pecuária e café no município.

Pretti disse que falta alimentação para o gado e que alguns estão buscando em Minas Gerais. Segundo ele, para prevenir a seca nos próximos anos, o município vai acelerar o projeto de construção de barragens.

* Com informações de Viviane Carneiro, do jornal A Gazeta.