MP de Mantena pede a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito Wanderson Coelho

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Ex-prefeito Wanderson Coelho

A cerca de seis meses fora do poder, o ex-prefeito de Mantena, Dr. Wanderson Coelho, está respondendo a algumas ações na justiça local. De acordo com as ações, ele responde processo na justiça por possível perseguição a servidor, ou por conta de propaganda eleitoral fora do prazo permito pela legislação eleitoral, utilizando, inclusive de obra pública.

O ex-prefeito agora possivelmente se vê na iminência de ter tudo que conseguiu durante a vida sendo buscado pela justiça para garantir a aposentadoria dos servidores de Mantena junto ao IMP.

Esta semana, o ex-prefeito fez publicar pela mídia local, uma foto onde se mostra nitidamente abatido, por conta talvez do desgaste que vem enfrentando já na justiça por conta de sua ex-gestão.

Foi só o ex-prefeito deixar o poder que tudo seria enviado à justiça para que a devida apuração ocorresse. Uma das existente já em andamento, outras ainda por serem ajuizadas, sendo, inclsuive especificamente a situação criada junto ao IMP.

O rombo junto ao Instituto de Previdência é conhecido, público e notório. Hoje, respeitada a alíquota correta, ultrapassa a casa dos R$ 5 milhões de reais.

Valor que se deu basicamente quando o ex-prefeito realizava descontos dos servidores para garantia de suas aposentadorias e demais benefícios previdenciários e não os repassava ao IMP.

O ex-prefeito terá o direito e a oportunidade de se defender, e explicar o que foi feito com o dinheiro que era do IMP.

Em pouco mais de seis meses, a assessoria jurídica do prefeito João Rufino (PSB), em sintonia com os conselheiros do Instituto, o Ministério Público de Mantena tomou conhecimento da delicada situação.

Através da Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa 0026845.18.2017.8.13.0396, o Promotor de Justiça do Patrimônio Público, tomou conhecimento do fato, e com muito cuidado e atenção procurou uma forma de tomar pé da situação, convocando, inclusive o presidente e tesoureiro do IMP, os quais lhe explicaram detalhadamente o que ocorreu no mandato passado em relação as contribuições e alíquotas que deveriam ser praticadas pelo Prefeito para com o IMP.

Ao tomar conhecimento da real situação, e percebendo a gravidade do caso, Reinaldo Pinto Lara, deu seu parecer, entendendo depois de analisada toda situação, que, o ex-prefeito Wanderson Coelho, orientando por sua assessoria jurídica, possivelmente praticou, a princípio, ato de improbidade administrativa que causou danos ao erário público e atentou contra princípios da administração pública.

Devidamente embasado em informações e planilhas reais e verdadeiras, diferentemente das que eram utilizadas, o Representante do Ministério Público manifestou-se favorável ao que pediu a decretação da indisponibilidade dos bens de Wanderson Elizeu Coelho, e diferente da quantia anteriormente informada, pede o MP que seja sobre R$ 5.186.366,69 (CINCO MILHÕES, CENTO E OITENTA E SEIS MIL TREZENTOS E SESSENTA E SEIS REAIS E NOVENTA E SEIS CENTAVOS).

Veja o final do pedido do Promotor:

Será que o ex-prefeito teria condições de arcar com essa dívida?

Durante as eleições do ano passado, o ex-prefeito tentou a reeleição, e para tanto, como é necessário, declarou os bens que possui junto a justiça eleitoral.

Bens estes que foram observados tanto pela assessoria jurídica municipal, quando prestou informação, quanto por parte do Promotor de Justiça da Comarca.

Em seu registro, que é público e pode ser visto através do site da justiça eleitoral, o ex-prefeito e então candidato a reeleição declarou (ele mesmo) aproximadamente R$ 3 milhões de reais em dinheiro e bens.

Confira abaixo as informações extraídas do site da justiça eleitoral sobre o que mesmo declarou ter: