Matéria divulgada no site Gazeta do Norte virou lei em Barra de São Francisco

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Lucineia é mãe adotiva neste caso
Lucineia é mãe adotiva neste caso

Uma matéria divulgada em primeira mão no dia 17 de agosto de 2015, por este site virou lei sobre um caso de Transtorno do Espectro Autista (TEA), onde uma mãe se sentia decepcionada e que vinha acontecendo com ela, que reside no Córrego Queira Deus, interior de Barra de São Francisco, ela que é mãe adotiva. Lucineia de Souza que havia entrado em contato com este site para desabafar e pedir por socorro. A filha adotiva de Lucineia tem 11 anos de idade, ela é uma pessoa especial e tem Síndrome altíssima.

Quase um mês após a divulgação da matéria, a notícia ecoou na câmara municipal de vereadores, mas na prefeitura não houve nenhum tipo de manifestação a respeito do caso.

Na sessão da câmara de vereadores de segunda feira, 14/09/2015, os vereadores aprovaram um projeto lei de autoria do vereador Carlim da Debgue, onde foi aprovado por unanimidade e o município terá que direcionar cuidados no atendimento dos portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A princípio a denominação assusta e poucos tem conhecimento profundo dessa doença, que atinge pessoas do mundo inteiro, desde a fase infantil e até adulta.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes síndromes marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente.

São elas: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo. O projeto de Lei nº 044/2015 estabelece atendimento prioritário aos portadores do TEA.

Assim, a Secretaria Municipal de Saúde, deverá num prazo de 60 dias após a publicação desta Lei, fazer a capacitação dos servidores para cumprimento da mesma, já que ficou também estabelecido no Art. 4º que a mesma entrará em vigor na data de sua publicação.

Veja o desabafo de Lucineia a época

Um caso decepcionante vem acontecendo com uma mãe que reside no Córrego Queira Deus, interior de Barra de São Francisco, ela que é mãe adotiva. Lucineia de Souza entrou em contato com este site para desabafar e pedir por socorro. A filha adotiva de Lucineia tem 11 anos de idade, ela é uma pessoa especial e tem Síndrome altíssima.

Lucineia cita, inclusive, a Lei 12,764 DE 2012, que fala sobre autismo e que segunda ela não funciona em Barra de São Francisco. Assim descreve ela, “já faz quatro meses que estou tentando uma consulta para minha filha na secretaria municipal de saúde da prefeitura e eles não marcam”.

“Já fui à promotoria Pública por duas vezes e não consigo falar nem com o promotor de justiça, acho que até pertence a prefeitura”, disse ela. “Eles, na secretaria de saúde riem na minha cara quando falo que foi a promotoria pública que mandou”, desabafa.

“Já falei para alguns vereadores sobre a lei 12.764 que não funciona, mas vou ver qual deles vai fazer alguma coisa e lembre-se que janeiro já começa a política”, avisa.

“Minha filha tem Sindrome de Aspe, mas a praga deste mandato dos infernos não deixa eu fazer o tratamento da minha filha e olha que já são quatro meses que estou nesta luta”. “Chego ao pavilhão e eles falam que vão ver e marcar e quatro meses se passaram”.

Ao finalizar, Lucineia disse, “já estou preocupada porque adotei a minha filha com muitos problemas de saúde e ela não pode parar o tratamento. Adotei ela com dois anos de idade, com as pernas queimada e tem lesão no cérebro”.

Lucineia é uma mulher guerreira, trabalha na roça com seus familiares e não está tendo seus direitos respeitados por parte desta administração fracassada e que não respeita os mais simples, honestos, trabalhadores e de mãos calejadas do trabalho árduo no campo.