Hartung garante a Enivaldo dos Anjos que o Estado está pronto para o futuro

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O governador Paulo Hartung (PMDB) garantiu ao deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), que foi o primeiro parlamentar a fazer perguntas durante a prestação de contas na manhã desta quarta-feira (28), na Assembleia Legislativa, que o Espírito Santo está preparado para se transformar no pulmão de logística do País, aproveitando sua privilegiada posição geográfica.

Hartung foi questionado por Enivaldo sobre o que o Governo está fazendo para que o Espírito Santo, cuja economia é estruturada em condições muito parecidas com a do Rio de Janeiro, aproveite a crise vivida pelo Estado vizinho.

“O que está movimentando a economia são os serviços e pequenos negócios. Em que o Estado está aproveitando essa crise do RJ para absorver e atrair esses negócios para gerar empregos?”, questionou Enivaldo.

Paulo Hartung procurou contextualizar o comportamento dos governos estaduais diante da crise conjuntural brasileira, “produzida por erros na condução de políticas econômicas, que já tinham dado errado no próprio Brasil, na América Latina e no mundo”.

E acrescentou que o eixo da crise foi “o erro de achar que governo pode tudo, que quando tem vontade política faz e acontece, e isso não é verdade, porque, quando faz e acontece, não faz desenvolvimento econômico e nem PIB como achavam, faz é crise, porque gasta o que não tem e desorganiza a economia”.

Em relação a como Rio de Janeiro e Espírito Santo se comportaram, como Estados “com muita conexão na base econômica”, Hartung disse que dois Estados sofreram o mesmo impacto da crise nacional: “O que os cariocas sofreram os capixabas sofreram. O Rio tem uma produção altíssima de petróleo e gás, é o primeiro do Brasil, e nós, hoje, estamos tecnicamente empatados com São Paulo, que passou na frente por pouco. O que a crise do petróleo e gás desorganizou no Rio de Janeiro o fez na mesma proporção no Espírito Santo”.

De acordo com o governador, o setor de petróleo foi desorganizado “por uma barbeiragem na regulação do setor, promovida pelo governo federal” e assegurou que o Espírito Santo está trabalhando em todos os níveis, “nas pequenas, médias e grandes empresas” e acrescentou: “Depois da Petrobras, a Shell é a petroleira que mais investe no Brasil, principalmente depois que comprou a operação da BP. Na semana passada fui ao Rio de Janeiro pedir à Shell para trazer uma base operacional para o Espírito Santo e creio que fomos bem sucedidos. Mas não é somente isso, estamos trabalhando da fabricação de garrafa termina, que já trouxemos, à operação de petróleo e gás.

A responsabilidade de nossa política e organização administrativa faz de nós um porto seguro para atração de investimentos. Nossa carteira de projetos está tão forte que estamos tendo que fortalecer nossa equipe de meio-ambiente”.

O deputado Enivaldo dos Anjos replicou salientando que o que qualifica o Estado brasileiro é a exportação, que gera divisas e empregos. “O Espírito Santo tem petróleo, rochas e praticamente minérios, que é extraído em Minas, mas passa por aqui. O que já tivemos de resultado nessa crise por termos essa matéria prima e estarmos em melhores condições de competição com RJ?”, questionou.

Num assunto afeto diretamente à atuação do PSD no governo, através da Subsecretaria de Desenvolvimento, o governador citou a inauguração, nos próximos dias, do Centro de Distribuição da Zona Franca de Manaus, feito em parceria com a Prefeitura de Cariacica, “como base geradora de novos e qualificados empregos e oportunidades em terras capixabas”. Mas voltou a falar das ações para atrair projetos grandes e que o Estado está sendo beneficiado pela sua organização interna.

“Quem passa pela BR 101, em Linhares, vê do lado esquerdo a Brametal, que está trazendo toda a operação de fora para dentro do Espírito Santo. É uma empresa internacional trazendo tudo para cá. Vamos inaugurar o aeroporto de Vitória, estamos iniciando o aeroporto regional de Linhares, dois linhões novos de transmissão Mesquita-Rio Novo do Sul e Mesquita-João Neiva, que já têm a licença ambiental para início de sua construção. Com isso vamos criando condições para o Estado realizar seu potencial de boa localização geográfica, com tudo para ser um pulmão de logística em nosso País”, acentuou.