Funcionários do Hospital Evangélico ainda não receberam 13º e nem o mês de dezembro em Mantena

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mANTENA-1O Jornalismo Gazeta do Norte foi informado na manhã desta sexta-feira, 09 de janeiro de 2015, que os funcionários do Hospital Evangélico de Mantena ainda não receberam o 13º salário e nem o mês de dezembro e que ainda não havia uma previsão de pagamento, os funcionários mais simples já começam a sentir na pele a falta dos pagamentos e as reclamações começam a ecoar pela cidade.

A situação não pode ser jogada nos ombros da administração municipal, pois, segundo informações da Secretária Municipal de Saúde nenhum convênio foi retirado do hospital e nenhum ônus existe que possa objetivar mais gastos já que o hospital São Vicente vem recebendo uma maior quantidade de trabalho e onerações.

Uma situação que pode ter alavancado este atual momento foi a forma com que alguns médicos usaram o hospital em detrimento pessoal, ou seja, trabalhando com consultórios dentro do próprio hospital sem nenhuma contribuição no pagamento dos funcionários ao final de cada mês e recebendo o pagamento integral das consultas diárias. “Nós não podemos omitir o que aconteceu durante estes 30 anos, os médicos ficaram ricos, não que não mereçam, mas, tudo está evidenciado, olha para a vida particular de cada um, com fazendas cheias de gado de qualidade, filhos formados, carros e residências luxuosas, casa na praia, dinheiro no bolso e o hospital aqui lutando para sobreviver”, disse uma pessoa muito próxima ao hospital.

Outros fatos levaram o hospital e alguns médicos a serem ouvidos no Ministério Público da Comarca quando foram questionados pelas denúncias de estarem fazendo plantão pelo SUS e ao mesmo tempo atenderem e recebendo como particulares, um esquema que acontecia quando o Hospital Evangélico era responsável direto do Estado como Porta de Entrada da saúde regional. “Durante todo este tempo existia toda uma forma para amenizar os gastos e a perda do hospital que assim conseguia ir levando e pagando seus funcionários em dia, na verdade com a atuação dos promotores e da Porta da Entrada ter ido para o outro hospital as coisas tomaram outro caminho e a nova administração do hospital deve estar passando aperto, agora é muito tarde para chorar o leite derramado, a não ser que a promotoria entre no caso e haja devolução de dinheiro destes médicos ao hospital”, disse um advogado mantenense.