Finalmente surge um juiz preocupado com a agilidade dos processos em Barra de São Francisco

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Os processos da 1ª Vara Cível da Comarca de Barra de São Francisco/ES nunca tramitaram com tanta agilidade como agora. E isso está sendo possível graças ao trabalho elogiável do juiz Thiago Balbi da Costa, que desde que chegou à Comarca, tem feito a “fila andar” naquela serventia.

É lógico que ele não está fazendo nada mais, nada menos que sua obrigação, pois é direito do jurisdicionado que o processo possua duração razoável e atinja seu epílogo no menor espaço de tempo possível. Mas como naquela vara é tradição processos criarem raízes, sua atuação merece elogio.

Quem atua na Comarca francisquense sabe dos dissabores do tramite de processos na 1ª Vara Cível. Os processos chegam, paralisam, criam raízes profundas e ali mesmo se deterioram e “morrem muitas vezes em virtude da prescrição”, frustrando os anseios de quem necessita de solução da justiça.

A justiça na maioria das vezes se torna injustiça em virtude de sua lentidão (Foto: reprodução)

Ações simples como as de cobrança não levavam menos que cinco anos para serem decididas, o que é um desrespeito para com o cidadão que busca o socorro da justiça. Da morosa justiça. Agora parece que as coisas mudaram e ações ali estacionadas desde a década de 90 estão sendo decididas.

A atuação desse magistrado é de grande importância para aqueles que necessitam de uma decisão judicial num prazo razoável e ajuda a recuperar a confiança no judiciário, que infelizmente ao longo dos anos passou a ser motivo de chacota em virtude de sua morosidade.

A demora na decisão das demandas judiciais causa transtornos aos advogados, que precisam fazer malabarismos para convencer seus clientes de que a demora na decisão é culpa do magistrado e não deles. O advogado faz sua parte, cumpre os prazos, luta pela justiça, mas esbarra no descaso do juiz.

O cidadão procura o advogado confiando que seu problema será resolvido num tempo razoável, mal sabendo que na maioria das vezes o processo passa por todas suas fases, mesmo que a passos de tartaruga engessada, até chegar naquela frase conhecida dos advogados: concluso para despacho.

Ali, no abandono das mesas das salas dos juízes os processos hibernam, se amontoam, criam teias de aranha, acumulam poeiras, amarelam com o passar do tempo, transformam esperanças em desesperanças e em alguns casos o pólo ativo é substituído por herdeiros em decorrência da morte do titular.

Por isso é digno de elogio o trabalho realizado pelo juiz Thiago Balbi em Barra de São Francisco. Ele deu agilidade à 1ª Vara Cível e os processos vão sendo decididos. Não interessa se a decisão é favorável ou não. O importante é que decide e os processos não mais estão sendo relegados à eternidade.

Se existissem no Estado ao menos 20 juízes da extirpe de Thiago Balbi, muitos advogados estariam livres do embaraço de ter que explicar a seus clientes que a culpa pela demora na decisão não é deles, mas dos juízes que não julgam. Dos juízes que deixam processos enfeitando (ou enfeiando) suas mesas.

Por: Elvécio Andrade é jornalista, radialista, blogueiro e advogado