Ferrovia vai gerar novos negócios em Barra de São Francisco, diz presidente da Petrocity

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A unidade de transbordo e armazenagem de carga prevista para a cidade vai integrar os modais rodoviário e ferroviário: investimento de R$ 56 milhões.

Projeção gráfica do projeto do porto de Urussuquara, moderno e sustentável

Um investimento de R$ 56 milhões que vai gerar muitos outros negócios associados, criando um novo polo de serviços, com geração de emprego e renda será o principal impacto para Barra de São Francisco com a construção de uma Unidade de Transbordo e Armazenagem de Cargas (UTAC) na cidade, dentro do projeto da Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo.

A avaliação é do presidente da Petrocity Portos S.A., José Roberto Barbosa da Silva, que nesta sexta-feira (2) está em São Mateus realizando, juntamente com a Câmara de Vereadores, uma audiência pública para apresentar as novidades sobre o projeto da construção do porto em Urussuquara, bem como da nova ferrovia, que vai mudar a economia do Noroeste do Espírito Santo e Leste de Minas.

Não apenas Barra de São Francisco se beneficiará com o progresso da chegada da ferrovia e da construção da UTAC, mas também a cidade de Mantena, pois a estrada de ferro vai seguir paralela ao traçado da BR 381, que começa em São Paulo e tem o quilômetro zero em São Mateus.

“No trecho entre São Paulo e Belo Horizonte, a rodovia ganha o nome de Fernão Dias e é a principal rodovia de interligação das duas maiores rodovias federais, as BRs 116 e 101, que ligam o Brasil de Norte a Sul”, disse José Roberto.

CAPACITAÇÃO

A Unidade de Transbordo, para integrar os modais rodoviário e ferroviário, tende a se tornar um porto seco e o deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) já encaminhou ao Governo do Estado indicação neste sentido, bem como que haja esforços para que o porto seco seja instalado em Barra de São Francisco juntamente com um posto da Alfândega.

“É importante que seja um porto seco alfandegado, porque as mercadorias que se destinem às exportações já podem chegar ao porto desembaraçadas, assim como as importações podem ser encaminhadas para nacionalização em Barra de São Francisco. Isso cria muitos negócios e atrai empreendedores”, disse Enivaldo.

O presidente da Petrocity anunciou também que em breve o projeto Petrocity Social chegará a Barra de São Francisco para capacitar jovens de 15 aos 21 anos para o mercado de trabalho, não apenas relacionado às atividades do porto e a ferrovia, mas de qualquer atividade econômica na cidade ou fora dela.

Num café da manhã com a imprensa realizado esta semana em Vitória, José Roberto anunciou novos projetos no pool previsto pela Petrocity e, dentre eles, a ampliação da primeira etapa da EFMES até Ipatinga (MG), que também ganhará uma UTAC.

“Foi uma demanda das lideranças políticas e empresariais do Vale do Aço, mobilizadas em torno desses projetos por considerarem que o novo porto e a nova ferrovia serão a redenção da região. A cidade está com 70% de ociosidade em seu parque industrial e muito disse se deve às dificuldades com a logística”, disse José Roberto.

PORTO CIDADE

Enquanto aguarda as licenças provisória e de instalação do porto pelo IEMA – Instituto Estadual de Meio-Ambiente, a companhia mobiliza seus parceiros para o início das obras de construção  civil fora da área operacional do terminal, propriamente dito. José Roberto prevê para janeiro o início da construção da primeira unidade de network de portos do Brasil, inédita no mundo.

Serão duas torres, norte e sul, com 440 salas a serem ocupadas por agentes portuários em Urussuquara, contando com infraestrutura de tecnologia da informação, segurança e uma estrutura de apoio, com área de convivência, três restaurantes com capacidade para 1.500 refeições simultâneas, lanchonetes, cafés, bancos e um centro de convenções para mil pessoas. Entre as torres, o prédio administrativo da Petrocity.

De acordo com José Roberto, o CPSM terá um conceito totalmente novo em relação ao que se conhece de portos no Brasil. “Será moderno, funcional e limpo. Não trabalharemos com cargas sujas, apenas com cargas secas, geraremos nossa própria energia, trataremos nossa própria água a ser utilizado, bem como os efluentes gerados pela atividade”, disse o executivo.

Outra novidade anunciada esta semana por José Roberto, e trazida também para a audiência pública realizada neste dia 2 de agosto em São Mateus, é o lançamento de moeda própria, lastreada em ações da Petrocity, e que poderão ser utilizadas em transações internas, inclusive para aquisição de unidades comerciais no Porto Cidade.

“O lançamento da criptomoeda PortoGold já está em contagem regressiva através de nosso site na internet. Diferente de outras unidades, que têm seu valor determinado pelas oscilações de mercado, a PortoGold será lastreada no próprio porto da Petrocity”, salientou José Roberto.