Escolas abandonadas e merenda de péssima qualidade é o caos encontrado em Barra de São Francisco

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escolaDurante a Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Barra de São Francisco, foi feito a apresentação de um relatório, de uma comissão formada por alguns vereadores, para levantar a real situação das escolas municipais de Barra de São Francisco, nesta quinta-feira, 19/03/2015, assustou todos os presentes.

O setor que tem de receber 25% do que arrecada para ser aplicado exclusivamente para oferecer bons serviços, está péssimo, humilha servidores, alunos e pais de alunos. Não é possível mais conviver com uma falta de respeito, de gestão administrativa e de total ausência de planejamento nas escolas visitadas pela comissão.

A farta documentação exibida aos presentes durante a audiência, que reuniu centenas de pessoas, mostra a dura realidade da educação no município de Barra de São Francisco. São fragmentos da incompetência de gestão, agravada pela omissão do Poder Executivo, e principalmente da impunidade dos gestores.

O mais grave fica para a área da merenda escolar. Nas escolas visitadas pelos vereadores: José Valdeci, Carlin da Dengue e Lula Cozer, o que se viu é triste e lamentável sob todos os aspectos. Falta merenda de qualidade, sem carne, verdura, legumes e frutas já que os únicos produtos encontrados nos refrigeradores, já obsoletos, são a base de carboidratos como:

*)canjiquinha um carboidrato super refinado sendo a menor sobra do processamento de milho com pouca gordura;

*) macarrão outro carboidrato que precisa estar associado a uma mistura de carnes e vegetais para ter valor nutricional;

*) o arroz que é considerado um carboidrato composto (polissacarídeo), porque a sua digestão e absorção é lenta, tendo como consequência, um aumento gradual e pequeno da glicemia;

*) o angu normalmente da farinha de milho que é da família dos carboidratos complexos.

Leiam o relatório apresentado pela Comissão de Vereadores

A Comissão Parlamentar formada pela Portaria nº 018/2015, instituída no dia 16 de março do corrente ano, constituída pelos vereadores: José Valdeci de Souza, Carlos Rubens da Silva, João Luz Cozer e pelo servidor José Carlos Madureira, com capacidade de instrução própria de levantar dados em relatório, detectou de fato, a ocorrência de inúmeras situações adversas, inerentes na estrutura física de prédios, onde funcionam salas de aula, refeitórios, sanitários, cozinhas, pátios e arredores das unidades escolares visitadas.

Inobstante a premência desejada pelos membros da Comissão formada para cumprirem a missão assumida, o fluxo crescente de denúncias, de informações e dos documentos fotográficos apresentados, os quais, em sua maioria, exigiram exame minucioso e especializado, foram fatores determinantes para apresentar o veredicto da impossibilidade do município arcar com maior número de unidades escolares, visto que as já sob sua responsabilidade, não apresentam, em sua incontestável maioria, condições mínimas exigidas para receber educandos.

Devido ao grande número de denúncias, não foi possível apresentar depoimentos aos trabalhos desta Comissão, no prazo estabelecido inicialmente, pois poderia ter tido como resultado a perda de qualidade do trabalho e, sobretudo, na impossibilidade de ser cumprido o papel fundamental da Comissão, o de auscultar as reclamações e atender às expectativas da sociedade quanto ao destino dos investimentos na educação do nosso município.

Foi constatado:

Problemas na estrutura dos prédios utilizados para o Ensino como: deficiência na manutenção da parte hidráulica; sanitários danificados; parte elétrica avariada, danos em redes de esgotos, pisos e paredes deterioradas, falta de forração em várias unidades, falta de pintura, falta de identificação das escolas, falta de equipamentos como freezers, geladeiras, fogões em bom estado de funcionamento e principalmente de alimentos para complementação da merenda ofertada aos alunos, bem como praças esportivas associadas as escolas para atividades físicas Nenhuma das unidades visitadas conta com acessibilidade para portadores de deficiência física.

Lamentavelmente, no segundo dia, portanto ontem quarta-feira dia 18, quando esta comissão saiu novamente para verificação in loco dos problemas, constantemente denunciados pela sociedade francisquense, deparamo-nos com informações de que as escolas ainda não visitadas, bem como as que receberam os parlamentares, impediriam a entrada dos membros da comissão formada, por ordem do atual Secretário Municipal de Educação.

Desta forma, os membros desta Comissão, finalizam os procedimentos com a apresentação deste relatório, mas como não tem poderes para processar e julgar responsáveis por irregularidades porventura identificadas em suas investigações, não pode agir de outra maneira, senão encaminhar suas conclusões a esta Presidência e Nobre Pares, bem como dar conhecimento para toda sociedade francisquense, para que seja certificado o Ministério Público dos fatos aqui narrados, para responsabilização dos culpados, sugerindo, inclusive, indiciamento dos considerados negligentes para com o setor ora investigado.

Por: Carlos Madureira

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