Enivaldo dos Anjos: “PMDB desmoralizou Ulisses Guimarães e deveria acabar”

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Deputado estadual Enivaldo dos Anjos
Deputado estadual Enivaldo dos Anjos

O deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) fez um duro discurso da tribuna da Assembleia Legislativa na tarde desta segunda-feira (12) acerca das informações de que a Odebrecht pagou R$ 4 milhões pela aprovação, no Senado, da Resolução que resultou no fim do Sistema Fundap, interessada que estava no tema para reforçar seus negócios no terminal que possui no Porto de Santos (SP). E atacou diretamente o PMDB.

Para o deputado, “a cúpula do Senado se vendeu para a Odebrecht e deu um prejuízo impagável ao povo do Espírito Santo, sob a liderança dos dois maiores corruptos desse País, os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá. O PMDB desmoralizou Ulisses Guimarães (nome de referência do Movimento Democrático Brasileiro, que originou na legenda) e todos os filiados deveriam sair e o partido ser extinto”.

Endurecendo o discurso, Enivaldo dos Anjos defendeu que “todos os órgãos públicos do Espírito Santo deveriam fazer uma paralisação e ir para cima do Supremo Tribunal Federal para anular essa decisão, comprovadamente comprada pela Odebrecht, conforme a delação de um de seus ex-diretores para os promotores da Lava Jato”.

O deputado acentuou, ainda, que a delação demonstra que “os fatos que levaram essas empresas a ganhar dinheiro não podem passar em branco”. “Eles compraram toda a cúpula do Senado, liderada por esses dois senadores corruptos. Em qualquer País do mundo isso seria o suficiente para o afastamento e prisão imediata de Renan e Romero Jucá. Eles falam que todas as doações da Odebrecht foram legais, mas isso é confissão de crime. O dinheiro roubado do Estado brasileiro não pode ser doado e ainda se alegar amparo legal”.

De acordo com Enivaldo dos Anjos, “o PMDB deve essa satisfação ao Estado do Espírito Santo” e que é necessário uma ação “continuada contra essa máfia liderada por Romero Jucá e Renan Calheiros”. Ele salientou que não se pode culpar os demais senadores, que votaram acreditando que estavam certos, sem saberem que havia dinheiro envolvido.

“Eles foram induzidos por esses dois mafiosos, Renan e Jucá, que se venderam para a Odebrecht”, acentuou.