Enivaldo cassa cidadania de advogado preso pela Lava Jato

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Autor do Decreto Legislativo 124/2016, que concedeu o título de cidadão espirito-santense ao advogado Willer Tomaz de Souza, o deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) protocolou nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa, um novo Projeto de Decreto Legislativo, que revoga o 124/2016 e, portanto, cassa a honraria concedida ao advogado, que tem escritório em Vitória, em sociedade com ex-integrante da Magistratura estadual.

“Quando homenageamos alguém levamos em conta as informações daquele momento. No caso, o destinatário do título (Willer Tomaz de Souza) está envolvido em um escândalo na conhecida Operação Lava Jato, acusado de corromper um procurador do Ministério Público Federal, conduta incompatível com o benefício de ser detentor de tão estimada honraria. Esta é a razão pela qual estou, neste momento, cassando o título concedido”, disse Enivaldo.

Willer Tomaz de Souza era um dos cotados para assumir uma vaga no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), como representante da Câmara dos Deputados, em 2015, quando a Casa ainda era presidida por Eduardo Cunha (PMDB), hoje cassado e preso pela Lava Jato.

Na última quinta-feira (18), Willer Tomaz foi preso pela Polícia Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal, atendendo solicitação do chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot.

De acordo com as investigações no bojo da Operação Lava Jato, Willer teria cooptado o procurador da República Ângelo Goulart Villela para que interferisse na Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos fundos de pensão Funcef (servidores da Caixa), Petros (da Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (dos Correios) e de atrapalhar o processo de negociação do acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista, um dos sócios da holding do Frigorífico JBS.