Empresário fala do Projeto Adi Leal que vai retirar os animais das Ruas em Mantena

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2343O empresário no ramo de Farmácia, Nilton Arêdes, é um dos idealizadores do Projeto Adi Leal e fala com exclusividade ao Jornalismo Mantena Online sobre a criação e o movimento que foi feito para que o Projeto pudesse tomar formas e ser uma realidade em Mantena.

Gazeta do Norte: Como surgiu este projeto em Mantena?

Nilton: Na verdade, como disse anteriormente, este projeto surgiu entre nós os comerciantes em um bate papo no Grupo Mantena Protegido do Whats App juntamente com o promotor Evandro, Capitã Carla, delegado Iure e Agenor depois da morte do Adir Leal.

Gazeta do Norte: Quando você soube que em Mantena não se recolhia animais qual foi então sua reação?

Nilton: Questionei se tinha alguma entidade que recolhia animais e prontamente fui respondido que não. Aí começamos o debate em torno do que poderia ser feito para minimizar estes acidentes. Lembrei que o Anderson, filho do Ideraldo que trabalha aqui na farmácia comigo há uns seis meses atrás também colidiu com um animal quando vinha de São João do Manteninha e quase causa uma tragédia e o Rodrigo do Salão também colidiu com uma vaca quando voltava da roça causando grande prejuízo aos seus veículos.

Gazeta do Norte: Como foi feito o esboço do Projeto de Lei que foi apresentado ao Executivo Municipal?

Nilton: Enfim, de posse destes comentários o Sargento Eliomar (grande militar e incentivador de projetos sociais propôs se eu conseguisse para ele o Código de Postura e a Lei Orgânica do Município de Mantena ele poderia elaborar um esboço do que viria a ser o projeto futuro. Assim que consegui o material enviei para o Sargento Eliomar, que preparou o suposto Projeto de Lei com a ajuda do promotor Evandro que deu as retocadas finais.

Gazeta do Norte: Qual a importância do Grupo Mantena Protegida neste Projeto?

Nilton: Ao final dada conclusão do Projeto, o promotor Evandro me mandou via e-mail onde publiquei no Grupo Mantena Protegida recebendo a aprovação de todos. Assim formamos uma comissão para nos reunir juntamente com a imprensa e as autoridades locais culminando com a reunião do qual o Jornalismo Gazeta do Norte fez parte realizada no quartel na sala da Capitã Carla no sábado (12/06).

Gazeta do Norte: Fale sobre a apresentação do Projeto para as autoridades e a sociedade mantenense de uma forma em geral?

Nilton: Na reunião foi passado pelo delegado Iure e pelo Agenor o andamento do inquérito da morte e responsabilidade do proprietário do animal no caso do Adi Leal e discutimos a melhor forma de como seria feito a apresentação deste Projeto de Lei via Prefeito e posteriormente Câmara dos Vereadores, que viria a sanar definitivamente o problema de animais circulando nas ruas e rodovias. Lógico que dentro deste Projeto tem as sanções que o suposto dono do animal vai sofrer quanto à necessidade de encontrar um lugar para que fosse levado estes animais.

O passo seguinte foi conseguir agendar uma reunião com o Prefeito Dr Wanderson que prontamente se dispor a nos receber.

Gazeta do Norte: Quem participou desta reunião com o Executivo Municipal e o que o Senhor achou da escola do nome da Lei Adi Leal?

Nilton: Nesta reunião onde se fez presente a Capitã Carla, a comissão formada por mim, Nilton ( Drogaria Arêdes ), Rogério ( Sapataria Avenida), Renilton, Estevão, Márcio Vieira por motivos de viagem não pode comparecer juntamente com o promotor Evandro, delegado Iure e Agenor que tinham suas agendas indisponíveis naquele dia. Foi feito as apresentações inicias de todos e pôr fim a apresentação do Projeto de Lei que o Prefeito e demais participantes em unanimidade propôs denomina-lo com Adir Leal (justa homenagem).

Gazeta do Norte: Fale um pouco mais sobre o Projeto de Lei Adi Leal?

Nilton: O Projeto a priori ressalta a necessidade de criar um local especifico onde se possa recolher estes animais espalhados na cidade e nas estradas evitando assim acidentes muitas vezes com vítima fatal como foi o caso do nosso amigo Adir, lógico que dentro das leis e com multa pesada ao proprietário, o mesmo vai ter um prazo para reclamar o animal e se neste prazo não aparecer, o animal poderá ir a leilão para custear as despesas do mesmo ou ser doado a alguma instituição de caridade.

Gazeta do Norte: Seria um trabalho terceirizado ou ficaria mesmo a cargo do Executivo Municipal?

Nilton: Foi falado inicialmente a possibilidade de terceirização do serviço, mas dentro das conversas chegou-se a conclusão que geraria mais despesas, destacando aqui o interesse do Prefeito juntamente com seu secretariado de realmente ajudar a sanar este problema que se arrasta a anos em nossa cidade. Enfim ressalto mais uma, este não foi um projeto meu, do Sargento Eliomar ou do promotor Evandro, foi uma somatória de ideias que nos levou a criação deste e de mais outros supostos projetos que virão, vale lembrar que a participação ativa da sociedade faz toda a diferença juntamente (chega de ficar esperando só as ações de nossos governantes, temos que fazer a nossa parte)

Gazeta do Norte: Como foi a aceitação do Prefeito Dr. Wanderson Coelho dessa participação da população na elaboração das Leis?

Nilton: Foi boa recepção e vontade do Executivo. Dr Wanderson juntamente com secretários acharam ótima a iniciativa e prometeram todo apoio na elaboração final deste projeto de Lei, nos pediu um prazo de duas semanas para o jurídico analisar com calma, uma vez feita as ressalvas nos avisaria para uma nova reunião e que com certeza e se Deus quiser com a aprovação deste.

Gazeta do Norte: A aprovação deste Projeto será uma grande vitória?

Nilton: Está poderá ser uma vitória de todos, imprensa, sociedade, autoridades constituídas, esta é a verdadeira democracia onde todos participam.