Em tarde de goleiros, Paulo Victor supera Ceni e Fla é campeão no AM

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Jogadores do Fla levantam a taça em Manaus

São Paulo e Flamengo movimentaram Manaus na tarde deste domingo na final do Torneio Super Series. Com a cidade dividida entre tricolores e flamenguistas, a Arena da Amazônia foi palco de cantos de exaltação e provocação para os goleiros Rogério Ceni, consagrado aos 42 anos, e Paulo Victor, uma promessa perto da realidade aos 28. Os ídolos se abraçaram antes do jogo, mas só o flamenguista voltará contente para o Sudeste: o Rubro-Negro venceu por 1 a 0 e ficou com a taça.

Os paulistas, de Ceni, apresentaram quatro novidades para o confronto deste domingo. Sem o suspenso Rafael Toloi, Lucão iniciou ao lado de Edson Silva na defesa, que ainda teve Reinaldo na vaga de Carlinhos. No meio de campo, Denilson deu lugar a Maicon, enquanto, no ataque, Alan Kardec foi substituído pelo promissor Thiago Mendes.

Com mais tempo de descanso, o Fla, de Paulo Victor, pôde repetir a escalação da estreia contra o Vasco da Gama e conseguiu se impor fisicamente sobre os tricolores. Arthur Maia foi o grande nome dos cariocas no primeiro tempo. Habilidoso, o meia ditou o ritmo da equipe de Vanderlei Luxemburgo e ainda teve a chance de abrir o placar após linda arrancada. O problema é que Rogério Ceni apareceu pela frente e defendeu com facilidade.

Paulo Victor não deixou por menos, e se vingou justamente do destaque são-paulino na etapa inicial. Em lançamento longo, Thiago Mendes saiu cara a cara com o arqueiro do Fla, mas se intimidou e finalizou para fora. A cada defesa dos goleiros, as torcidas tentavam gritar mais alto, como se isso provasse quem deles é o melhor. Nos tiros de meta, os rubro-negros gritavam “bicha” para Ceni. Os tricolores respondiam com “Mito”.

Fora a diversão nas arquibancadas e as duas chances perdidas por Arthur e Thiago, o primeiro tempo só foi movimentado por um lance de perigo de Marcelo Cirino. O jogo se arrastava e deixava a torcida manauara incomodada com a lentidão dos ídolos. Para aumentar a insatisfação, o panorama foi mantido na segunda etapa. Os atletas se limitavam a toques burocráticos, com raros momentos de velocidade e qualidade.

Ninguém pedia um show, um espetáculo. Apenas uma mostra do que 2015 pode trazer para as equipes. E como pedia mais alto, a nação flamenguista foi premiada. Luiz Antonio, que entrou na vaga de Everton, aplicou lindo drible da vaca em Lucão e cruzou forte. O zagueiro Samir entrou como um foguete na defesa tricolor e fuzilou Rogério Ceni aos 32 minutos.

A partir daí, o São Paulo não tinha mais forças. Paulo Henrique Ganso e Luis Fabiano já estavam esgotados no banco de reservas e o time era refém das investidas em velocidade do estreante Cafu e de Alexandre Pato. Ceni só podia torcer por uma reviravolta nos minutos finais. Paulo Victor torcia para o tempo acelerar e se mantinha atento a qualquer possibilidade de perigo. Até que o fraco árbitro Antonio Carlos Pequeno Frutuoso apitou e declarou o Flamengo campeão para delírio rubro-negro e ovação ao camisa 48.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 1 FLAMENGO

Local: Arena da Amazônia, Manaus (AM)
Data: 25/01/2015
Árbitro: Antônio Carlos Pequeno Frutuoso
Público: 23.963 pagantes
Cartões Amarelos: Canteros, Anderson Pico e Marcio Araujo (FLA)

GOL: Samir,32’/2ºT (0-1)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Bruno (Hudson, 15’/2ºT), Lucão, Edson Silva, Reinaldo (Carlinhos, intervalo); Souza (Denílson, intervalo), Maicon, Thiago Mendes, Ganso (Pato, 16’/2ºT) e Michel Bastos (Jonathan Cafu, 32’/2ºT); Luis Fabiano (Alan Kardec, intervalo). Técnico: Milton Cruz.

FLAMENGO: Paulo Vitor, Léo Moura (Pará, 16’/2ºT), Samir, Wallace e Anderson Pico; Cáceres (Marcio Araujo, 16’/2ºT), Canteros, Arthur Maia (Lucas Mugni, 20’/2ºT), Nixon (Alecsandro, 16’/2ºT) e Everton (Luiz Antonio, 27’/2ºT); Marcelo Cirino. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.