Duas empresas distribuidoras de livros chamam a atenção do povo de Barra de São Francisco

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09Duas empresas distribuidoras de livros vêm chamando a atenção da população de Barra de São Francisco nos últimos dias, que são alguns atos praticados pelo atual prefeito Luciano Pereira, o Pereirinha (DEM).

Os dois casos, que, inclusive são idênticos tem despertado a atenção de todos, principalmente das igrejas, segmentos sociais, Lions Clube, Maçonaria, ONG Sentinela Francisquense, sindicatos, entre outros. O Ministério Público poderá entrar no caso, bem como o Tribunal de Contas-ES

Padres e pastores devem se pronunciar a respeito do assunto, uma vez, que os fatos já tomaram conta das ruas da cidade.

Saiu publicado no Diário Oficial do Estado do Espírito Santo de terça-feira, (08/11/2016), que traz duas publicações de atos da Prefeitura Municipal de Barra de São Francisco, que através dos procedimentos de inexigibilidade de dispensa de licitação de números 002 e 003/2016 para aquisição de livros paradidáticos.

Por esses processos a Prefeitura pretende adquirir livros junto à Editora Cidadania Ltda – ME no valor total de R$ 1.394.840,00 (Hum milhão, trezentos e noventa e quatro mil e oitocentos e quarenta reais).

O que causa estranheza é que esses livros estão sendo adquiridos no final do ano letivo, os alunos nem terão contato com esse material nesse ano letivo de 2016, o que se pretende na verdade é deixar um amontado de livros que não se sabe a capacidade técnica, pois, nem o Conselho Municipal de Educação foi chamado para opinar sobre as aquisições.

A maioria das escolas municipais está sem merenda, com os pais levando itens alimentícios de casa, falta material de trabalho, telefones cortados, os sistemas de informações das secretarias das escolas não estão funcionando regularmente por falta de pagamento, é no mínimo estranho gastar tanto dinheiro com esses livros no final do mandato.

Outro fato estranho é que se trata da mesma editora que vendeu dezoito mil livros para a prefeitura de Água Doce do Norte. Se houver uma atuação do Ministério Público e do Tribunal de Contas-ES irá aparecer caroço nesse angu. A outra se refere ao não pagamento a uma editora também de compra de livros.

A Editora Positivo LTDA, de Curitiba (PR), entrou com uma Ação Civil na 1ª Vara no fórum francisquense contra a prefeitura municipal de Barra de São Francisco, onde pleiteia o recebimento no valor de R$ 1.526.887,85 (Hum Milhão, Quinhentos e Vinte Seis Mil, Oitocentos e Oitenta e Sete Reais e Oitenta e Cinco Centavos).

Ao longo do mandato do atual prefeito Luciano Pereira, o Pereirinha, ele conseguiu ser blindado pela maioria de vereadores na câmara municipal, mas o resultado de tudo isso foi a de que,  alguns dos aliados do prefeito não conseguiram se reeleger.

Alguns desses vereadores alegam ou até confidenciam com amigos que o prefeito fez muitas processas a eles, mas que não foram cumpridas, mesmo assim o prefeito conseguiu obter dos vereadores aliados uma verdadeira blindagem. Já os pedidos de informações por parte dos vereadores da oposição eram sempre negados por parte do grupo de vereadores que “protegiam” o prefeito.

Vereadores como Lula Coser, Zé Valdeci, Juvenal Calixto e Valézio Armani, praticamente não conseguiram nada para suas regiões durante esta gestão e quando queriam fiscalizar as ações do Poder Executivo eram impedidos pelos vereadores ligados a administração atual.

Foram vários os pedidos de informações negados naquela casa de leis, mas, um dos pedidos negados chama a atenção, é o da aquisição do material didático da Editora Positivo.

O material usado nas escolas municipais foi apresentado como se fosse uma revolução no ensino municipal, mas, ao longo desses anos mesmo com todos os esforços dos professores efetivos do município que são extremamente competentes, houve quedas de rendimento escolar.

Sem explicações o material do Positivo foi deixado de lado, mas, agora sabe-se o motivo: o município ficou em dívida com a empresa e essa parou de fornecer o material. Dívida essa que ultrapassa um milhão de reais e que agora já está sendo cobrada judicialmente.

Para usar o material do Positivo a administração deixou de usar o material que é fornecido gratuitamente pelo Ministério da Educação e que é reconhecido como de excelente qualidade.

Ao longo dos anos os vereadores de oposição quiseram investigar esse contrato e não conseguiram e agora? Quem vai se responsabilizar pelo prejuízo causado ao município? Onde estava o Conselho Municipal de Educação que pela sua maioria fez vistas grossas a todos esses erros acontecendo? Fica a última pergunta: O POSITIVO foi Positivo para quem?

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