Deputado estadual Enivaldo dos Anjos compara sonegação a crimes hediondos

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dos-anjos3Em discurso da tribuna da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) questionou o comportamento de empresas que investem no Estado, sendo recebidas com honras pelo Governo, e depois não recolhem os impostos devidos, que são a contrapartida esperada pela unidade federada. Para o parlamentar, “sonegação é igual a crime hediondo”.

“Todo mundo se preocupa com a violência urbana, mas a violência provocada pelos sonegadores causa mais vítimas do que a violência urbana. Na CPI da Sonegação já constatamos que o Estado perde pelo menos R$ 500 milhões por mês com esse comportamento das empresas. Dinheiro que falta para escolas, saúde pública e segurança. E as pessoas todos os dias morrem por falta de assistência nessas áreas”, disse Enivaldo.

O parlamentar aproveitou para anunciar que vai convocar o presidente da EDP Escelsa numa das próximas sessões da CPI da Sonegação para que explique porque a empresa fica durante 22 dias com o ICMS recolhido dos seus clientes, sem pagar nenhum dividendo ao Estado, e ainda questionar a utilização de “títulos podres” para pagar esses impostos.

Dos Anjos ampliou suas críticas e as ampliou à restrição de circulação de viaturas da Polícia Militar no interior do Estado ao máximo de 40 quilômetros, “enquanto comandantes e subcomandantes, que não moram nas cidades que sediam os batalhões, gastam combustível livremente para irem para casa em seus municípios”. Segundo o deputado, isso tem gerado o aumento da violência, em especial o tráfico de drogas, principalmente em Colatina e Linhares.

Outro alvo das críticas do presidente da CPI da Sonegação foi a Rodosol, concessionária da Terceira Ponte e da Rodovia do Sol. “Essa famigerada Rodosol sonega à luz do dia, quando seus operadores de pedágio somente entregam recibo quando o usuário pede. Se não pede, eles não entregam. É dinheiro contabilizado por fora e ninguém fiscaliza isso, nem Estado, nem os municípios, que perdem ISS”.

Na próxima terça-feira (19), a CPI da Sonegação volta a se reunir, quando tomará o depoimento do advogado Beline Salles Ramos, acusado pelo juiz aposentado Antonio Leopoldo de ter montado, junto com o ex-senador Francisco Gonçalves, o Xyko Pneus, um esquema de venda de liminares para facilitar a sonegação em todo o Brasil, principalmente por parte de cervejarias.