Deputado estadual Enivaldo diz que diretores da Samarco têm que ser presos

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Enivaldo dos Anjos
Enivaldo dos Anjos

O deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) defendeu a intervenção do Ministério Público Federal nas investigações do acidente ambiental provocado pelo rompimento de duas barragens da Samarco em Mariana, “o maior da região Sudeste”, e defendeu a prisão dos diretores da empresa.

“Em vez da sociedade capixaba, em vez dos poderes públicos, quem tinha que estar à frente de amenizar as consequências dessa tragédia é a Samarco. Não precisa de inquérito para apurar. Alguém tem dúvida de que a Samarco é a única responsável por essa tragédia?”, questionou Enivaldo.

O deputado acrescentou: “Tendo em vista que este é um episódio que transcende os limites estaduais, quero fazer um apelo ao Ministério Público Federal que entre, imediatamente, em ação e coloque na cadeia os diretores dessa empresa irresponsável. Isso só se resolve com cadeia para essa quadrilha de empresários irresponsáveis, que destroem a vida das pessoas”.

Enivaldo dos Anjos registrou que “o SAAE de Governador Valadares analisou a água do rio Doce e constatou que a água está com índice de minério de ferro 18 vezes maior do que o que pode ser tolerado, e alto índice de contaminação por mercúrio. Isso significa a morte da vida no leito do rio e não se sabe quando as pessoas poderão utilizar o seu pescado, porque o mercúrio não sai do corpo onde entra”.

O parlamentar disse que a Samarco é quem deveria estar à frente da proteção da população ao longo de quase 900 quilômetros do rio Doce, até sua foz, em Linhares, e defendeu que a empresa indenize, “material e moralmente, os 3,5 milhões de moradores da Bacia Hidrográfica do Rio Doce”.

Enivaldo enumerou as consequências imediatas da tragédia ecológica no Espírito Santo: – Mobilização de todo o aparato da Defesa Civil do Espírito Santo para remover pescadores, banhistas e moradores das regiões ribeirinhas em Baixo Guandu, Colatina e Linhares. – Interrupção do abastecimento de água por tempo indeterminado em Baixo Guandu e Colatina – Gastos com o aumento da barragem do Rio Pequeno, em Linhares, para impedir que as águas barrentas, carregadas de resíduos de ferro e de mercúrio, invadam o manancial de onde é feita a captação para abastecer 200 mil pessoas. – Mobilização de órgãos públicos e da comunidade para doar água mineral para as populações atingidas. – Suspensão das aulas nas escolas em Colatina e Baixo Guandu. – Redução do consumo de água nos presídios de Colatina. – Mobilização do pessoal do Projeto Tamar para remoção dos ninhos de tartaruga marinha na Foz do Rio Doce, pois Regência é um santuário de desova das famosas tartarugas gigantes. – Um rastro de destruição de peixes e plantas exóticas ao longo de todo o percurso do Rio.