“Denúncia de suposto ‘funcionário fantasma” na câmara de Barra de São Francisco é infundada

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Juvenal e Adnilson Brum
Juvenal e Adnilson Brum

Na pressa de acusar, vereador afastado não pesquisou toda documentação da Câmara. Quando ao vereador acusado, Juvenal Calixto, este não informou se vai processar Admilson Brum por calúnia, difamação e injúria.

A notícia publicada na imprensa local, tendo como autor de uma denúncia, o suplente empossado Admilson Brum, contra o vereador Juvenal Calixto Filho (PPS), não tem o menor fundamento. No texto publicado, a afirmação de que o presidente do Legislativo: “pode até perder o mandato, caso a justiça o condene por Improbidade Administrativa”, não passa de leviana e politiqueira, segundo o parlamentar acusado que espera que o mesmo site, publique sua versão para os fatos.

De acordo com o que foi publicado, um levantamento feito pelo vereador Admilson Brum (PP), teria encontrado possíveis “irregularidades” quando um assessor de gabinete recebeu diárias durante o mês de janeiro, fevereiro e março de 2015, depois que o vereador Juvenal Calixto, assumiu a presidência da Câmara Municipal. Segundo o vereador acusador, os valores seriam absurdos.

Segundo os documentos, só em janeiro o assessor de gabinete recebeu diversas diárias, inclusive em dias de sessão na câmara municipal. Segundo Admilson Brum, já que o funcionário é assessor de gabinete, não deveria nem estar viajando e recebendo diárias. Em fevereiro e março, o assessor de gabinete continuou recebendo os valores. Somados, só nos três primeiros meses, o assessor de gabinete recebeu mais de R$ 10 mil em diárias.

A denúncia de Admilson Brum, é que, apesar desse funcionário estar recebendo desde janeiro, ele só foi contratado pela câmara em fevereiro, o que pode caracterizar que “funcionário fantasma” durante o mês de janeiro
“É um absurdo. Os documentos não mentem, eles terão que explicar esse disparate. Como um funcionário que foi contratado no dia 03 de fevereiro pode ter recebido diárias por viagens feitas em janeiro? “, teria dito DBrum.

O documento que comprova o pagamento foi assinado também pelo contador da câmara municipal, o ex-prefeito de Barra de São Francisco Waldeles Cavalcante.

Denúncia é infundada, caluniosa, difamatória e injuriosa

Calúnia, difamação e injúria, teriam sido os crimes cometidos pelo parlamentar Admilson Brum que foi afastado por quebra de decoro parlamentar, após insinuar com gestos, que a criação de CPIs pela Câmara Municipal, envolveria corrupção de vereadores. Como não foi provada a acusação, o afastamento se deu depois de advertência ao parlamentar que agora efetuou novas acusações, consideradas sem fundamento, pelo presidente do Legislativo, vereador Juvenal Calixto Filho.

Para o vereador Juvenal, principal alvo das acusações de DBrum, faltou ao acusador, mais coerência e fundamentos nas denúncias. “Ele acha que pode sair por aí, publicando em sites, falando em emissora de rádio, tecendo comentários e fazendo acusações sem o mínimo de verdade. Ele, DBrum está desiquilibrado e é um irresponsável quando nos acusa de um fato que não aconteceu”, justificou Juvenal.

O presidente acusado, lamentou que DBrum esteja a mando de pessoas que querem denegrir a imagem do Legislativo Municipal, que vem prestando um trabalho sério em favor do município. “Essa acusação infundada e maliciosa, é apenas para tentar nos incriminar em fatos que não ocorreram em momento algum. O funcionário que ele diz ser fantasma, presta serviços normalmente na Câmara e existem documentos provando isso. O que faltou ao parlamentar que nos acusa, é discernimento e competência para interpretar documentos, os quais sempre ficaram à disposição não só dos vereadores, mas de qualquer cidadão”, disse Juvenal.

A acusação de que este funcionário teria recebido 10 mil reais de diárias em três meses, quando não estava ainda nomeado, é falsa e tendenciosa. De acordo com documentos da Câmara Municipal. O funcionário ao qual foi taxado de “fantasma”, foi nomeado para o cargo de assessor de imprensa, na data de 05 de janeiro de 2015, através da Portaria nº 008/2015.

“Destaco que existia na Câmara, uma Portaria desde à época da presidência do ex-vereador Adilton Gonçalves, autorizando o ocupante do cargo de assessor de imprensa, a dirigir veículo do Legislativo Municipal”, acentuou.

Sobre a nomeação, destaca a data de 02 de fevereiro de 2015, onde o servidor em questão foi exonerado da função de assessor de imprensa (Portaria 012/2015) e nomeado na função de assessor especial de gabinete da Câmara, cargo este criado pela resolução nº 001/2015, que definiu as atribuições do mesmo, entre estas a de dirigir veículos pertencentes ao Poder Legislativo Municipal.

A falta de fundamento já que “quando se fala algo sem sentido, a coisa que se diz não tem ligação ao princípio verdadeiro”, esbarra ainda na pressa em criar um factoide para prejudicar a imagem legislativa e ludibriar a fé das pessoas que tiveram acesso a essas falsas acusações.

Se o parlamentar que acusa tivesse esmero e prática nas leis, buscaria melhor se informar já que o que ele qualifica como “fantasma” está nomeado desde 05 janeiro de 2015, prestando de forma ininterrupta, seus préstimos à Câmara Municipal, havendo apenas, a troca de função ou cargo.