CPI dos Guinchos: Enivaldo suspeita que procurador de permissões esteja orientando depoimentos

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Enivaldo dos Anjos, deputado estadual
Enivaldo dos Anjos, deputado estadual

Durante o depoimento do permissionário Henrique Santana, que passou procuração de permissão para o também taxista Valdir Jorge Souza, o presidente da CPI dos Guinchos Enivaldo dos Anjos (PSD) suspeitou que o procurador estaria orientando o depoimento dos convocados. Os dois depoentes da sessão desta segunda-feira (27) da CPI afirmaram que encontraram Valdir na Assembleia Legislativa.

Henrique Santana de Oliveira, Wellithon Pacheco Calixto, José Batista Gomes e Nestor Figueiró foram reconvocados por não terem comparecido na sessão do dia 20, quando foram chamados pela primeira vez. Já Ivan Rodrigues Lopes Júnior foi convocado pela primeira vez. Mas apenas Henrique Santa e Nestor Figueiró compareceram.

Juntos com os 13 taxistas ouvidos na última sessão, todos foram convocados para esclarecer por que delegaram procuração a Valdir. Enivaldo manifestou a suspeita após as primeiras informações passadas por Santana, de que lavrou procuração para Valdir realizar serviços burocráticos, pelos quais pagava R$ 250 por mês. Ele disse ainda que trabalha em regime de comissão com seus defensores.

Figueiró, que já depôs na CPI dos Táxis, na Câmara de Vitórias, foi pelo mesmo caminho. Disse, no entanto, que os R$ 250 são pagos a Valdir não todo mês, mas quase todo mês.

Santana disse que tem a placa há 20 anos e que dirigia o táxi sozinho. Hoje, segundo ele, o carro é dividido com dois defensores, com ele trabalhando de uma a duas vezes por semana. O permissionário ganha 60% do lucro líquido do dia e o resto fica com o defensor. Há três meses, no entanto, ele não dirige.

À comissão, alegou problemas pessoais. Santana disse que, nesse período, não foi abordado pela fiscalização da Prefeitura de Vitória para verificar se ele estava trabalhando.

Enivaldo questionou Nestor Figueiró se ele teria comprovante de que trabalha no táxi. Enivaldo retornou e perguntou se teria alguém que o conhece na praça. Figueiró respondeu que teria no Aeroporto, ponto em que trabalha, mas não especificou ninguém. “Quem testemunharia a seu favor”, insistiu Enivaldo. “Que eu me lembre, ninguém, agora”, respondeu Figueiró.