Corpo de mulher morta a pedradas é encontrado pelo irmão em Boa Esperança, no ES

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Uma mulher de 34 anos foi morta a pedradas no município de Boa Esperança, no Norte do Espírito Santo. O corpo foi encontrado pelo irmão da vítima perto da casa onde ela morava, na manhã de quarta-feira (15). Um homem confessou o crime e foi preso.

De acordo com o relato da família para a Polícia Civil, Sandra estava desaparecida desde o último domingo (12). Mas, como ela tinha costume de passar dias na casa de amigos, os familiares não deram falta da vítima.

Quando descobriram que Sandra não estava na casa de nenhum colega ou parente, a família passou a procurar por ela. O corpo foi encontrado pelo irmão, Uilson dos Reis Silva, em uma farinheira abandonada no centro da cidade.

“Eu vi urubu rondando e um cheiro muito forte. Eu já tinha certeza que era ela. Eu fui andando mais perto da parede e vi o chinelinho dela, a máscara dela jogada no chão e um outro chinelo que é do acusado, mas quase não deu para ver ela porque cobriram o corpo com mato. Aí eu vi a mãozinha dela e o rosto estava todo desfigurado”, contou o irmão.

O delegado da Polícia Civil em Boa Esperança, Willian Dobrosovosk, informou que o suspeito de ter matado a mulher é um homem de 47 anos. Ele confessou o crime e foi preso em flagrante por ocultação de cadáver.

Ao delegado, o suspeito contou que ele e a vítima estavam bebendo e que chamou Sandra para que fossem para um local mais reservado. Nesse local, ele teria se desentendido com ela e a matado com pedradas.

“Segundo ele, nesse local houve uma divergência por valores que ela supostamente estaria cobrando dele para manter relações sexuais. Ele ficou nervoso, jogou ela no chão e golpeou a cabeça dela com um bloco de concreto”, revelou o delegado.

Dobrosovosk informou que testemunhas confirmaram que viram a vítima ir para o local citado pelo suspeito. O homem também confessou o crime para a família da vítima, que foi ouvida.

Ele foi preso enquanto trabalhava em uma propriedade rural de Pinheiros, também no Norte do estado. “Ele não estava mais em flagrante pelo crime de homicídio, mas, como ele também teve o trabalho de ocultar o corpo da vítima, esse é um crime permanente”, explicou o delegado.

Os vizinhos e familiares de Sandra relataram que ela era uma pessoa de convivência tranquila, mas tinha problemas relacionados ao consumo de álcool.

O irmão da vítima disse que o homem era conhecido da família, mas que Sandra não tinha nenhum relacionamento com o suspeito. Ela deixa dois filhos, um de 12 e outro de 14.

Fonte: g1