Coletes à prova de bala vencidos preocupa em Barra de São Francisco

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08Coletes à prova de bala vencidos preocupa os policiais do 11º Batalhão de Polícia Militar de Barra de São Francisco, noroeste do Espírito Santo. Uma circular emitida pelo comando no último dia 18 avisa aos militares destacados na unidade que devolvam as placas do colete balístico por conta do vencimento do prazo de validade, aliado a falta de equipamentos.

A saída encontrada pelos comandantes foi o revezamento, uma vez que os policiais de folga levam apena a capa do colete para casa, enquanto os militares em serviço usam as placas de proteção contra tiros.

“Não é seguro sair às ruas sem o amparo do colete à prova de balas devido a atual situação que o País atravessa hoje. O risco é certo no caso de confronto”, revelou um policial militar lotado em Barra de São Francisco que pediu para não ter o nome divulgado. “A questão da violência está ficando complicada no interior”, resumiu.

A cidade não é tão segura assim, revelou o pai de um policial militar de 26 anos de idade. “Tenho medo de perder meu filho para o crime. Ele é impulsivo”, disse o pai do jovem policial. Outro PM do Grupo de Apoio Operacional (GAO) da região frisou que as etiquetas de alguns coletes confirmam seu vencimento, mas considera impreciso o tempo de vida útil do equipamento.

“É bom não arriscar, o prazo estipulado é de cinco anos. Com o uso contínuo, as malhas vão afrouxando, sem contar que não sabemos a qualidade do equipamento que estamos usando”, acentuou.

Um oficial da policia militar que também não quis ser identificado, recordou que em 2013 durante uma troca de tiros com bandidos em São Mateus, o colete salvou a vida de um soldado atingido na barriga por disparo de revólver calibre 38.

“O auxilio do colete em serviço é essencial em razão de situações inesperadas. O equipamento é feito para aguentar o impacto de pistola 380, mesmo assim com afundamento, lesões e hematomas. Não seguram tiros de fuzil 7.62. Atualmente estão bem mais leves que os antigos que pesavam 5 kg. Hoje pesam pouco mais de 2 kg”, disse.

A falta de compra de coletes balísticos pelo governo do Estado foi outra questão levantada pelos policiais do Norte e Noroeste do Estado. O 11ª Batalhão de Polícia Militar de Barra de São Francisco foi contato para comentar a circular, mas não retornou as ligações.

Fonte: Laili Campostrini Tardin