Centro Portuário de São Mateus terá moeda interna e lançamento está previsto para daqui a 6 meses

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O futuro Centro Portuário de São Mateus (CPSM), que será construído pela Petrocity Portos S.A. em Urussuquara, vai ter uma moeda própria: o Blockchain PortGold. O anúncio foi feito pelo presidente da companhia, José Roberto Barbosa da Silva, ao mesmo tempo em que disponibiliza pela internet um site com a contagem regressiva visando ao lançamento – www.portgold.com – daqui a seis meses.

O CEO da empresa disse que a moeda será aceita também em outros terminais portuários e “o maior objetivo da moeda, o Blockchain PortGold, é transformar o porto tradicional em modelo de Cidade Portuária com cunho social, unindo tecnologia, logística e infraestrutura portuária, gerando oportunidades de melhoria de qualidade de vida do cidadão”.

Um percentual das negociações com o PortGold será destinado a projetos do programa Petrocity Social, de atuação comunitária. Os seis meses demarcados para o lançamento correspondem ao prazo que a diretoria executiva da empresa prevê para o início das obras do centro portuário, que promete ser “uma nova cidade em São Mateus, totalmente moderna e sustentável”.

CAFÉ DA MANHÃ

Detalhes deste e de outros projetos a Petrocity vai mostrar para a imprensa num café da manhã agendado para a próxima quarta-feira, às 8 horas, na sede administrativa da empresa na Enseada do Suá, em Vitória.

José Roberto Barbosa salientou que a construção do porto de São Mateus já está com todos os trâmites federais finalizados e seu início depende apenas da conclusão da análise do processo de licenciamento ambiental no IEMA – Instituto Estadual de Meio-Ambiente.

Paralelo ao projeto do porto, José Roberto toca também a discussão do projeto da Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo, que prevê a ligação por ferrovia entre o CPSM e Sete Lagoas (MG), com Unidades de Transbordo e Armazenagem de Carga (UTACs) ao longo do trecho.

“Ao redor dessas UTACs surgirão unidades de negócios da cadeia de produção, impulsionando a economia regional. No Espírito Santo, teremos uma dessas unidades em Barra de São Francisco, para receber e armazenar cargas do Noroeste capixaba, do Leste de Minas e Vale do Jequitinhonha. Haverá um grande impacto socioeconômico tanto para o município quanto para Mantena, que está ali bem perto”, disse José Roberto.

Ainda de acordo com o CEO da Petrocity, o projeto da estrada de ferro ganhou uma dimensão muito grande, principalmente para Minas Gerais: “É mais do que a grande maioria das pessoas possa perceber. A bancada federal, as lideranças políticas e empresariais de Minas Gerais abraçaram o projeto. Tanto que tivemos de fazer uma adequação no primeiro trecho, que prevíamos ir de São Mateus a Governador Valadares e agora vai até Ipatinga”.

José Roberto tem viajado frequentemente a Brasilia para tratar tanto do porto quanto da ferrovia e acompanhar o PLS 261/2018, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), prevendo a construção de ferrovias pela iniciativa pelo regime de autorização e não como concessão, modelo hoje vigente e que tem uma grande burocracia para se viabilizar.

A matéria está tramitando na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal com o relator, senador Jean Paul Prates (PT-RN), desde meados de junho. Sua última movimentação data de dia 27 de junho último, quando a comissão realizou audiência pública de instrução do PLS 261/2018, em atendimento aos REQ 33 e 36/2019-CI.

Participaram da audiência pública, na comissão de infraestrutura, o Secretário Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos do Ministério do Desenvolvimento Regional, Jean Carlos Pejo; o Assessor Especial do Ministro do Desenvolvimento Regional, Geraldo Freire Garcia; o Procurador do Município de Belo Horizonte, Fernando Couto Garcia, e o Consultor Legislativo do Senado Federal Victor Carvalho Pinto.