Casas abandonadas e projeto inacabado levam vereador a denunciar descaso em Barra de São Francisco

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301As obras faziam parte do programa Pró-Moradia do Governo do Estado. Visando atender famílias carentes com a construção de cinquenta casas, o programa tinha um orçamento de quase R$ 1,5 milhão de reais, e prazo de entrega de 180 dias. O empreendimento foi em convenio com a Secretaria de Saneamento, Habitação e Urbanização do governo Paulo Hartung em 2010.

O cenário é de filme de terror. São inúmeras moradias que deveriam estar servindo as pessoas necessitadas e inscritas para ocupá-las, mas desde 2012 a situação de abandono e descaso é o mesmo. Desta feita, como fiscal da população e de seu patrimônio, o vereador José Valdeci (PT), mais uma vez saiu em defesa dos direitos do cidadão francisquense, denunciando o abuso para com o local.

Munido de uma máquina fotográfica, o parlamentar esteve percorrendo toda a área, onde deveria estar funcionando, um condomínio residencial de baixa renda, para atender famílias que ficaram desabrigadas no município de Barra de São Francisco, por conta de perigos ocasionados pelas chuvas. O que ele viu foi a falta de responsabilidade com o dinheiro público, empregado nas unidades habitacionais, inacabadas e depredadas.

Pelas imagens, dá pra notar que não há vigilância, nem por parte do Município e muito menos do Estado, os quais formaram parceria para a construção das habitações. Em consequência disso, depredadores estiveram várias vezes no local, adentrando pelos telhados e retirando tudo o que pudessem em termos de material de acabamento, como janelas, fiações e outros.

Para o vereador José Valdeci que também exerce o cargo de vice-presidente do Poder Legislativo local, a situação é vergonhosa. “Nosso povo custa tanto para poder receber uma obra, que vai abrigar sua família, dar condições dignas de moradia e assim propiciar condições de crescimento para todos, e nos deparamos com essa absurda situação”, justificou ele que acrescentou: “ é necessário mais responsabilidades dos nossos gestores. Não podemos admitir que isso é correto e fato corriqueiro. Não se abandona um empreendimento desse porte, por falta de vontade de solucionar os problemas, que não podem servir de desculpas, para penalizar famílias que precisam de teto”, finalizou.

Por: Carlos Madureira

Fotos: Zé Valdeci