Calote faz laboratórios suspenderem exames fornecidos pelo Município de Barra de São Francisco

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100A situação no Pavilhão da Humilhação, em Barra de São Francisco/ES, fica cada dia pior. Como se não bastasse a impossibilidade de se fazer o novo cartão do SUS (sem o qual ninguém consegue consultar, mesmo que pagando a consulta), porque a administração não paga o provedor de internet, agora outra coisa ainda pior está acontecendo.

Pessoas que estão procurando o pavilhão para marcar seus exames médicos estão sendo orientadas a voltar depois do dia 20 de setembro. E sabem qual é o motivo: a Prefeitura Municipal está dando o calote nos laboratórios que prestavam o serviço ao Município e, em razão disso, suspenderam a realização dos exames até que os pagamentos sejam efetuados.

A administração de Barra de São Francisco, que já se especializou no calote a quem presta serviços ao Município, transformou a área de saúde numa verdadeira falta de respeito ao cidadão francisquense, principalmente àquele cidadão mais carente, cuja única saída é recorrer a esse serviço de péssima qualidade que o Município oferece.

Pessoas que vêm do interior do Município de madrugada, idosos, mulheres com crianças de colo, pessoas com doenças já avançadas, chegam cedo e enfrentam filas no Pavilhão da Humilhação e quando chega o momento de serem atendidas, são informadas de que o atendimento não poderá ser feito, porque o sistema não está funcionando por falta de pagamento, ou que esse ou aquele serviço não pode ser prestado, porque o prefeito não pagou as empresas contratadas.

O desrespeito é tanto, que há pessoas que chegam das roças por volta das 03h da madrugada, ficam na fila até por voltas das 10h, muitos sem fazer qualquer desjejum, e quando são atendidas, são informadas que não terão o serviço prestado naquele dia.

Por que não avisam a essas pessoas enquanto elas estão aguardando na fila? Por que tanto desrespeito com o cidadão francisquense? O que o atual prefeito tem contra esse povo sofrido, que por equívoco o elegeu para administrar a cidade? São perguntas que certamente não terão respostas!

Por: Elvecio Andrade

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