Bebe de seis meses estuprada pelo pai em Colatina. Pai e mãe foram detidos

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09O pai de uma bebê de apenas seis meses foi preso nesta quarta-feira, 16/09/2015, acusado de violentar sexualmente da própria filha, em Colatina no noroeste do Espírito Santo. O jovem Willian da Silva Pereira, 25 anos confessou a polícia ter estuprado a filha de colo com o dedo e essa era a segunda vez que cometia abusos contra a criança.

A mãe Leilane Natália Rosa, 22 anos também foi detida suspeita de assistir ao crime sem reagir. A menina teve alta ontem e foi encaminhada a uma casa de acolhimento na cidade.

Exames médicos confirmaram graves lesões na região íntima da menina logo assim que foi levada pela mãe por volta das 18h30 de terça-feira, 15 ao Pronto Socorro do Hospital Sílvio Avidos. De acordo com o delegado Fabrício Bragatto, o casal Willian Pereira e Leilane Rosa é acompanhado pela assistência social como usuários de drogas e álcool.

“A denúncia anônima de que a criança teria sofrido abuso foi feita ao Conselho Tutelar na tarde de terça-feira. Informavam que a criança estava no meio de viciados e chorava muito. A conselheira foi ao batalhão chamar a Polícia Militar. Ao chegar lá por coincidência avisaram que a bebê estava no Hospital Sílvio Avidos (HSA)”, frisou o delegado Fabrício.

De acordo com o delegado Fabrício os maus-tratos foram confirmados pelos médicos do HSA como sangramento na vagina, manchas roxas e ‘chupões’ no pescoço. Segundo ele Willian e Leilane foram indiciados por estupro de vulnerável e transferidos para o Presídio de Viana, na Grande Vitória.

No entender da Polícia Civil a mãe sabia dos abusos cometidos pelo marido e não fez nada para evitar o estupro. O crime aconteceu no Bairro Santa Margarida, próximo ao centro de Colatina.

A conselheira tutelar Joselita Morcelli contou que horas antes do bebê dar entrada no hospital, a denúncia informava que a criança era vítima de violência sexual e que Leilane gritava no meio da rua que a filha estava sangrando.

“Quando cheguei ao hospital, o médico confirmou o abuso. Avisei a Polícia Militar. Trabalho há 11 anos no Conselho Tutelar, mas fiquei estarrecida quando ouvi a declaração do pai. É uma fatalidade”, disse Joselita. Ela destacou a importância da denúncia anônima que podem ser feitas pelo telefone (27) 99906-6531.

Fonte: Nilo Tardin