“Bandes tem política burocrática e elitista”, diz Enivaldo a Luiz Paulo Vellozo Lucas

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bandes“A política do Bandes para liberação de créditos sempre foi muito burocrática e elitista”, disse o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) na presidência da Comissão de Granito e Rochas Ornamentais na sessão desta terça-feira (7), quando foi ouvido o diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Luiz Paulo Vellozo Lucas, para discutir as políticas de incentivo e investimento para o setor produtivo.

Luiz Paulo garantiu que “o Bandes possui vários tipos de linhas de créditos que estão a disposição de todos os tipos de empreendedores capixabas” e que “essa imagem do banco corresponde a uma realidade passada”. De acordo com o presidente da instituição, “o Bandes possui linhas de créditos e fundos especiais para contribuir com expansão, modernização e diversificação de setores produtivos, aumentando a competitividade do Estado”.

E disse ainda que “nos últimos anos o Bandes disponibilizou linhas de crédito voltadas especialmente para a modernização de empresas ligadas ao setor de rochas e granitos, atendendo desde micro até empresas de grande porte”. Luiz Paulo Vellozo Lucas ainda ressaltou que o principal entrave dos segmentos de rochas e granitos está na regulamentação federal pelo DNPM: “São leis ultrapassadas e centralizadoras. Para mudar esse cenário seria preciso a estadualização do setor e um verdadeiro choque normativo nessas leis arcaicas”.

Segundo o presidente do Bandes, o futuro da rocha e do granito está no mercado internacional, porque as empresas do Exterior já querem comprar o projeto pronto. “Se não quisermos ser a senzala desse setor, temos que caminhar nessa direção”, enfatizou o diretor-presidente. O Bandes é uma sociedade de economia mista controlada majoritariamente pelo Governo Estadual. Seu principal negócio é fornecer soluções financeiras e estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Espírito Santo.

Além de disponibilizar recursos sob a forma de financiamento, o Bandes também cumpre papel de articulador do Governo junto à iniciativa privada e às entidades não governamentais.