Audiência pública discute em São Mateus construção de porto da Petrocity

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Sexta-feira, dia 2, às 18 horas, o CEO da empresa vai informar também sobre o andamento do projeto da nova ferrovia passando em Barra de São Francisco 

Modelo de UTAC que será construída em cinco cidades ao longo da ferrovia. Barra de São Francisco vai ganhar uma dessas.

As novidades e atualizações sobre a instalação, não apenas do porto, mas também do processo para a construção da Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo, ligando Sete Lagos (MG) a Urussuquara, no litoral Norte capixaba, serão explanadas pela Petrocity Portos em audiência pública que será realizada no próximo dia 2 de agosto, às 18 horas, no Sesc de São Mateus(ES).

O calendário para o início das obras do porto da Petrocity em São Mateus está adiantado, inclusive com todas as liberações federais já definidas, segundo o presidente da companhia, José Roberto Barbosa da Silva. Ele acrescenta que, somente está faltando a conclusão do processo de licença em poder do IEMA – Instituto Estadual de Meio Ambiente.

“Essa audiência pública será um grande encontro nosso com a população de São Mateus e de toda a região para atualizarmos as informações. Posso assegurar que estamos mais entusiasmados do que nunca com os acontecimentos. Os trâmites em Brasília junto ao governo federal já foram cumpridos para a construção do porto e há uma grande mobilização em Minas Gerais pela ferrovia, mas também pelo porto”, disse José Roberto.

MOEDA

Uma das grandes novidades que José Roberto mostrará na audiência pública é o lançamento de uma criptomoeda portuária, o Blockchain PortGold, que, segundo a definição da empresa, é um instrumento fomentador de negociações e transações dentro do Centro Portuário de São Mateus e outros terminais portuários. “Seu maior objetivo é transformar o porto tradicional em modelo de Cidade Portuária com cunho social, unindo tecnologia, logística e infraestrutura portuária, gerando oportunidades de melhoria da qualidade de vida do cidadão. Um percentual da moeda virtual será destinado a projetos do Petrocity Social, o nosso programa de atuação comunitária”, disse José Roberto.

Vários dos parceiros da Petrocity já estão confirmados para a audiência pública, como o representante do grupo Augusto Coelho, que vai construir os prédios comerciais, os empresários Ronaldo Badin e seu filho e sócio Rodrigo Badin, cuja empresa tem com a companhia portuária uma sociedade de propósitos específicos para construir uma termelétrica de 2 gigas para abastecer o complexo e ainda ceder energia para a rede pública.

Outra empresa que estará presente é a SRA, que vai construir duas plantas fotovoltaicas, bem como a Embratel, que será responsável pelo projeto de transmissão de dados, e a Auditec, que fará o tratamento de efluentes, e o pessoal da Next Engenharia que, juntamente com a Cisco, cuidará de toda a parte de tecnologia da informação.

NOVA CIDADE

José Roberto vai mostrar à população e às autoridades municipais os ajustes feitos na planta geral do empreendimento, que está previsto para entrar em operação em 2022. A ferrovia, que é um projeto mais recente, será concluída posteriormente, com forte impacto no Noroeste do Espírito Santo e leste de Minas.

“Esse projeto da Estrada de Ferro está ganhando uma dimensão que poucos conseguem alcançar. A bancada federal, as lideranças políticas e empresariais de Minas Gerais abraçaram o projeto. Tanto que tivemos de fazer uma adequação no primeiro trecho, que prevíamos ir de São Mateus a Governador Valadares e agora vai até Ipatinga”, comentou José Roberto.

De acordo com Barbosa, o que a Petrocity está a fazer é muito mais do que construir um porto, mas sim o maior complexo logístico da região Sudeste, quiçá do Brasil, fazendo surgir uma nova cidade em São Mateus. “Uma cidade moderna, auto-sustentável, vinculada a uma estrutura econômica que será a redenção das finanças do Espírito Santo e de Minas Gerais, pelo corredor de negócios internacionais que vai criar”, disse.

O impacto social também será grande, pois na fase de construção civil a previsão é de gerar 3.000 empregos diretos, enquanto na fase operacional serão 2.500 empregos. Quando se imagina a cadeia produtiva em torno desse empreendimento (não se está computando, ainda, a ferrovia), as estimativas são de mais de 10 mil empregos indiretos em São Mateus, com forte impacto sobre toda a região.