Ás da aviação da 2ª Guerra mundial viveu até seus últimos dias em Águia Branca

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Tadeusz KrokUm piloto de caça polonês temido pela agilidade em combate que virou herói da resistência contra os nazistas viveu até os últimos momentos de sua arriscada vida em Águia Branca, no noroeste do Espírito Santo.

Ás da aviação da 2ª Guerra Mundial Tadeusz Franciszek Krok lutou nos céus da França entre os aliados entre os fins 1939 e 1940. As batalhas aéreas sob fogo cerrado da poderosa esquadra alemã, a Luftwaff renderam fama de ‘Caçador’ a Krok Tadeusz, nome de guerra do soldado aviador.

Ao menos oito aviões inimigos foram alvejados a tiros de metralhadora e abatidos por Krok nos duelos contra os caças alemães mais modernos e velozes que os poloneses nas 12 missões vitoriosas que cumpriu na França e no Canal da Mancha, conforme declaração carimbada pelo exército polonês.

O manuscrito em polonês ficou escondido durante 45 anos entre cartas, documento, fotos e objetos pessoais do destemido aviador, conservados pela filha Janina Stefanja Krok Fedeszem, 70 anos, no centro de Águia Branca.

O papel confirma as façanhas e táticas do aviador e do Squadron, como era chamada as seis unidades da força aérea polonesa, recriada na França após a invasão da Polônia. Janina e o irmão Wosciech Antoni Krok, 66 anos,o Voito nasceram em Águia Branca fruto do relacionamento de Tadeusz com a imigrante polonesa Stanislava Kazik, falecidas aos 85 anos.

“Fiquei surpresa quando encontrei esse papel amarelado. Pensei que era mais uma das cartas que escrevia regulamente para a família na Polônia que foi obrigado a abandonar quando a guerra explodiu”, frisou Janina.

“É a maior prova do heroísmo no campo de batalha e de amor a pátria”, destacou Voito sobre o valor do manuscrito da força aérea polonesa. Voito recorda do pai contando história de guerra à luz da lamparina na nascente Águia Branca, colonizada por poloneses nos anos de 1920.

“Ele fugiu de avião às 3h da madrugada para não ser morto quando a Alemanha atacou covardemente a Polônia em 1º de setembro de 1939, dando início a 2ª Guerra Mundial. Deixou a mulher e três filhos pequenos Stanislaw, Basia e Marysia. Disse que voltaria. Nunca mais os viu”, recordou Voito.

Tadeusz morreu em 1963 aos 57 anos de derrame pouco antes de embarcar no navio que o levaria de volta a Polônia para rever a família.

Por: Nilo Tardin