Águia Branca é a cidade campeã de motos. Mulherada faz o maior sucesso

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800Elas podem ser vistas aos montes. Enfileiradas em frentes as lojas, nas garagens ou circulando ligeiras pelas estradas e ruas do município capixaba campeão de motocicletas em relação ao número de habitantes.

A Rainha das Motos. É assim que pode ser chamada a pequena Águia Branca, noroeste do Espírito Santo. Na cidade de 10.065 mil habitantes as motonetas e motos de baixa cilindrada imperam absolutas conforme indica o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A liderança de Águia Branca no mundo das duas rodas foi divulgada em dezembro de 2015. São 4.968 motos, duas certinhas para cada morador. Logo atrás vem Vila Pavão que ameaça a majestade dos aguiabranquenses com 4.967 apenas uma motoca de diferença.

“É uma mão na roda”, comenta a frentista Daniele Lacerda, 22 anos dona da ‘Princesa’, uma Biz 125 cc branca que diz cuidar igual criança tal o zelo pelo meio de transporte conquistado com esforço próprio.

“Não se trata apenas de uma moto. Tenho carinho por ela. Ajuda a encurtar distâncias e a viver mais livre”, frisou. A secretária Vânia Negrelli, 40 anos conta que anda de moto há mais de 20 anos sem nunca ter sofrido um arranhão sequer. A maior façanha dela sobre duas rodas?

“Andar muito tempo sem carteira”, afirma sorridente a secretária Vânia agora com habilitada na categoria. Ela tem em casa uma 150 cc que divide com o filho Kaike, de 20 anos. Uma foto rara exposta na Casa Polonesa – Museu do Imigrante Polonês-, prova que a moto já fazia parte do dia a dia Águia Branca no início dos anos de 1950.

O intenso movimento de motos aos sábados aquece o varejo do centro comercial da cidade sustentada predominantemente pelo café. “Tem horário que até estacionar a moto é complicado ”, avalia a comerciante Simone Glazar Boni, 28 anos que usa sua motoneta todos os dias para ir de casa ao trabalho.

“Algumas entregas também são feitas com ela”, lembra Simone. As motonetas tipo Pop 100 e motocicletas 125 cc e 150 cc são as mais vendidas. Consórcios, crédito fácil e prestações a perde de vista são os motivos da explosão da frota de motos na cidade.

“Cada família tem no mínimo duas ou três em casa”, confirma a segurança Madalena Maria de Oliveira, 45 anos.

Por: Nilo Tardim