Agentes do Rotativo de Barra de São Francisco estão sem ver a cor da grana

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3O pessoal que presta serviços no Rotativo de Barra de São Francisco, CAMM (Associação Corpo de Assistência de Meninos e Meninas – Floro Lima), estão indignados pelo motivo de estarem trabalhando e não estão recebendo seus vencimentos. A coisa está tão descontrolada, que deram até uma semana se férias para alguns.

“Minha filha tem dois meses que trabalha no Rotativo e não recebe, e olha que ela fica no sol escaldante e nem protetor solar ela usa, pois eles não dão”, disse uma mãe. “Nossos filhos recebem dinheiro em moeda viva, que são repassados todos os dias após expediente de trabalho, mas não recebem o salário pelo serviço prestado”, disse outra mãe.

Além do salário em atraso, nem o 13º foi pago. “Está tudo errado, pois o dinheiro e é entregue no escritório, mas salario eles não pagam”, desabafa uma mãe. Vale lembrar que o Ministério Público havia pedido o fim do Rotativo em Barra de São Francisco, sendo que uma das alegações é a de que a cobrança tem se tornado ilegal pelo motivo de não existir faixas de estacionamento e nem de pedestres, elas estão todas apagadas. A prefeitura ainda repassava ou repassa uma verba no valor de R$ 5 mil reais para o Rotativo.

Decisão do MP

O promotor de justiça, Creumir Guerra, enviou ofício ao prefeito de Barra de São Francisco, no final do ano passado, recomendando a imediata suspensão da cobrança de estacionamento rotativo na cidade. O promotor salienta que a cobrança e a exploração do rotativo na cidade é ilegal, uma vez que o trânsito não é municipalizado.

Guerra aponta o fato de que a prefeitura não assume as responsabilidades inerentes ao cuidado com o trânsito na cidade, como a pintura e conservação de faixas de pedestres, entre outros serviços que teriam que ser feitos por agentes municipais de trânsito, ou seja, a prefeitura usa o Rotativo apenas para arrecadar dinheiro, mas não o aplica na gestão do trânsito.

A própria câmara aprovou um projeto para a associação receber R$ 5 mil para “ajudar” nas despesas.