A vergonha do fumacê: improviso não está surtindo efeito em Barra de São Francisco

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Este é o improviso do fumacê, que nem fumaça faz
Este é o improviso do fumacê, que nem fumaça faz

A situação insuportável agravada pela falta de uma política eficaz no combate aos pernilongos, que estão por toda parte da cidade, levou vereadores a pressionarem o prefeito e ao atual secretário de Saúde, a contratar um veículo ”fumacê” e colocá-lo nas ruas da cidade. Os diversos vereadores que criticaram a situação, endossaram apoio a um requerimento de autoria do vereador Paulinho do Hospital (PV), que foi encaminhado ao atual secretário da pasta.

No documento, solicitam que seja efetuada a contratação de um “fumacê”, veículo que pulveriza inseticida, para inibir a proliferação dos mosquitos em toda a periferia da cidade. Justificam no requerimento que em diversos locais a infestação é grande e tem atrapalhado a vida das pessoas, se tornando impossível dormir. Os parlamentares justificam que uma infestação como a atual, há muito tempo não era vista, estando a população reclamando uma solução urgente para o problema.

Apesar do barulho feito pelo equipamento, a quantidade de produto expelido está longe de ser semelhante a aplicada em outras épocas, inclusive, criticas surgiram onde leigos afirmavam que no lugar de inseticida, havia sim o uso de óleo diesel.

Os técnicos se defendem afirmando que o uso desse combustível seria para aderir o inseticida na vegetação e em locais onde o mosquito costuma ficar alojado. Nota-se que a existência de fumaça é o mínimo possível, pois em outras ocasiões a fumaça era visível e em grande quantidade, o que não ocorre com o improvisado em Barra de São Francisco.

Há quem diga que o fumacê não está surtindo efeito e que este improviso por parte da prefeitura é apenas para “tapear” a população. A situação é tão grave que a senhora Ana Fernandes dos Santos deu entrada no hospital de Barra de São Francisco com intoxicação. Ela comprou Baygon e bateu em sua casa para amenizar as picadas dos pernilongos, mas o remédio (veneno), lhe fez mal e teve que ser levado ao hospital.