Fenômenos: Circuito assombrado provoca arrepios em Colatina

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77O casarão antigo no fiel estilo colonial ficou um bom tempo abandonado. Agora são diversos os relatos de fenômenos sobrenaturais e aparições que vagam pelas redondezas na zona rural do distrito histórico de Itapina.

O sobrado centenário, uma matinha tenebrosa bem perto dali vigiada por uma matilha de cães-fantasma e a cerâmica abandonada de Barbados cria um circuito assombrado que provoca arrepios em Colatina, no noroeste do Espírito Santo. O ser descomunal tido como ‘protetor’ da velha fábrica de telhas não dá sinal com freqüência, mas o vulto de um homem negro imenso por vezes é visto.

No casarão misterioso da fazenda que serviu de moradia e fortaleza ao tenente José Scárdua, capixaba conhecido pelo rosário de mortes e torturas praticadas por ele e seus capangas entre os anos 50 e 70 no Vale do Rio Doce; o galope de cavalos, gritos, tinir de esporas e pisadas de botinas são ouvidas nas trevas da noite, além de barulhos estranhos sem que nada apareça no quintal.

Os caseiros pediam contas dias depois de residir nele e trabalhadores diaristas temiam pernoitar na casa, revela o atual dono das terras o pecuarista Jacimar Dalla Fontes Filho, o Tima. Ele nunca viveu no casarão que ficou cerca de 20 anos sem nenhum morador.

“São inúmeros os casos esquisitos que rondam o casarão. Trote de animais na porteira sem que deixar sequer rastros. Móveis que mudam de lugar, panelas que ‘voam’ e caem no chão. Eu não cheguei a ver nada, mas acredito em que presenciou os fenômenos”, destacou Tima.

Tima conta que Sete Estrelas, um dos pistoleiros mais sanguinários foi morto e enterrado em um dos esteios do curral e as vítimas sepultadas no canavial e pretensos causadores das atividades paranormais.

Há nove meses oito pessoas de uma mesma família moram no casarão depois que tiveram suas casas devastadas pelo temporal de dezembro de 2013.Católicos fervorosos, a lavradora Maria da Penha Dalmonech, 50 anos garante que até o momento não foram perturbados.

“Minha mãe Teresa reza em italiano para espantar maus espíritos, oração ensinada por minha avó”, revelou.

Já o artesão José Henrique Favoretto, 51 anos, o Lique garante que um caçador andarilho seguindo por cães-fantasma detesta ver seu recado invadido por pescadores na Mata do Laje. “É algo fora do comum. São assobios, palmas e a voz estumar os cachorros.

Quando os cães-fantasma aparecem ficam rodando. Parecem reais, porém somem assim que se tenta espantá-los e reaparecem ao seu lado”, afirma Lique.

Por: Nilo Tardin