Enivaldo entrega título de cidadania a personalidades do Estado

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Em uma noite repleta de homenagens, o deputado estadual Enivaldo dos Anjos concedeu – por meio da Assembleia Legislativa do Espírito Santo – o Título de Cidadania Espírito Santense para três importantes nomes da história capixaba. Dalton Hespanhol, Clevelande Nicacio e Jorge Egberth Junior passam agora a integrar o rol de personalidades reconhecidamente capixabas, apesar de nascidas fora do Estado.

“O Estado passa hoje a ter nomes honrados entre os seus. Cada homenageado aqui é merecidamente um cidadão do Espírito Santo por ter doado parte importante da sua vida e história ao desenvolvimento do Estado”, disse o deputado, que escolheu a dedo seus três homenageados.

Conheça um pouco da história dos homenageados:

Dalton Hespanhol
“Nascido em setembro de 1938, o produtor rural Dalton Hespanhol veio ao mundo nas terras de Santa Rita do Itueto, município do leste de Minas Gerais, onde viveu boa parte de sua história e deu inicio a sua caminhada política. Vereador em Santa Rita por dois mandatos, Dalton acabou deixando a cidade no início da década de 1980, mas a veia política e a vontade de fazer mudanças não saíram de dentro dele.

Ao lado da mulher, Ester Tonani Hespanhol, Dalton se instalou com a família em Mantenópolis, cidade do noroeste capixaba. Por ali, ele criou vínculos fortes com os moradores do lugar e fez amigos importantes para toda a vida. No trabalho, Dalton se destaca por ter sido rapidamente eleito o presidente do sindicato patronal de produtores rurais da região. Na política, o produtor rural militou em movimentos organizados, sempre se dedicando a movimentos sociais e em busca de melhorias para sua cidade. Presidente do sindicato patronal, Dalton chegou a se candidatar para o cargo de vice-prefeito de Mantenópolis e vencer as eleições, mas se encontrou no trabalho rural e no convívio com a família, seu porto seguro até os dias atuais.

Como legado, Dalton foi o articulador político do filho desde o início de sua carreira política até os dias de hoje, em que vê com orgulho Hermínio Hespanhol exercendo o cargo de prefeito da cidade que adotou para toda sua família e que tanto aprendeu a amar.”

Clevelande Nicacio
“Nascido em 1942, na cidade de Aimorés, Minas Gerais, Clevelande chega em Barra de São Francisco aos 12 anos de idade, acompanhado de sua mãe, Eufrazina Nogueira e das duas irmãs. Formado em Direito e Contabilidade, o radicado e ilustre francisquense exerce sua profissão há cinquenta anos na cidade que adotou para si e sua família. Em seu escritório, guarda lembranças de quando ainda trabalhava na pensão de sua mãe, nos idos dos anos de 1950.

O jovem Clevelande começou cedo a conhecer a importância do trabalho, quando a senhora Eufrazina adquiriu a antiga Pensão Fluminense, localizada na Avenida Prefeito Manoel Vilá. O estabelecimento, que funcionava diariamente, oferecia refeições para as tropas militares que defendiam as fronteiras na região do Contestado, na divisa entre Minas, Espírito Santo e Bahia.

Na pensão, Clevelande aprendeu seu primeiro ofício de engraxate, que exerceu por algum tempo. Em frente ao popular Cinema do Ranulfo, e ao lado de colegas de infância, o jovem começou a trabalhar com a meta de comprar uma simples bicicleta, mas acabou conhecendo pessoas importantes para seu futuro.

Sem o pai desde os dois anos de idade, deve sua formação em contabilidade com o pioneiro da educação no município, doutor Luiz Batista. O fundador do Colégio Comercial Independência, primeiro a ofertar o ensino de segundo grau na cidade, foi quem deu a Clevelande a chance de ter uma profissão regulamentada.

Apesar da história vitoriosa, ele teve dificuldades para iniciar seus estudos e, na região onde morava, a falta de energia elétrica constante exigia que, vez ou outra, os próprios alunos levassem lampiões e lamparinas para a escola para continuar estudando.

Na década de 1980, Clevelande se formou em Direito e passou a exercer tanto a função de contador quanto a de advogado, mostrando que é possível vencer as adversidades impostas pela vida.

Pai de duas filhas, Lara e Laysa, o morador ilustre é conhecido por toda cidade de Barra de São Francisco por ser uma pessoa bem humorada e cheia de histórias para contar. Em sua história de vida, contribuiu bravamente para o desenvolvimento da cidade e chegou, inclusive a ser contador da Igreja Católica, durante o período de sua construção, ao lado da esposa”.

Jorge Egberth Junior
Carioca de nascimento (Rio de Janeiro) e capixaba de coração onde tive sua primeira passagem em solo espírito-santense no início da década de 90, morando na Capital por dois anos, local que se encantou e firmou moradia. Mas a pedidos de um ex-patrão de socorro na sua empresa a qual já havia passado, retornou para o Rio de Janeiro onde permaneceu por mais 3 anos, sempre pensando em voltar para o local onde agora se sente “em casa”. Assim que teve oportunidade, mesmo trancando os estudos, retornou para implantar a nova praça do Guia Brasil Turismo, permanecendo 4 anos nessa atividade.

Sempre buscou satisfação pessoal em algo que não beneficiasse só a si, que pudesse ser não só seu e para os seus, e essa vontade sempre conviveu com ele nos afazeres e tarefas do dia a dia em busca pela sobrevivência e crescimento pessoal. Foi nesse período que encontrou a oportunidade que mudaria sua vida.

Conheceu outro carioca estabelecido em Guarapari, e acabaram por unir ideias de fazerem algo parecido com o que é hoje o Projeto Anjos da Praia, onde entrou com sua expertise na área publicitária e comercial e desenvolveram a ação de forma que não dependesse exclusivamente do poder público para ser realizada, e assim já se vão 10 anos de atuação nas praias capixabas com 36 edições realizadas e milhares de crianças reencontradas que se encontravam perdidas em nossas praias, fortalecendo o receptivo turístico e colaborando com a Policia Militar e Corpo de Bombeiros na questão da segurança pública, ação que seguirá em nossas praias novamente neste próximo verão em algumas cidades praianas. Esta ação é o maior orgulho de sua vida depois de seus filhos, pois não tem dinheiro que pague a satisfação de um pai ou mãe em encontrar seu filho perdido com o projeto, é de emocionar até o mais duro dos corações!

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