Criminosos disparam em avenidas de Vitória, depredam carros e obrigam lojistas a fecharem as portas

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Criminosos armados chegaram atirando, soltando fogos de artifício e depredando carros e ônibus nas Avenidas Leitão da Silva e Marechal Campos, em Vitória, na manhã desta sexta-feira (14). O tiroteio gerou desespero em quem passava nos locais.

Carros foram danificados, comerciantes precisaram fechar as portas rapidamente e houve uma tentativa de incendiar um ônibus. Além de viaturas da Polícia Militar nos locais, pelo menos dois helicópteros da corporação estão sendo usados na operação.

Os criminosos fugiram, e ainda não se sabe a motivação dos ataques. Também não há informações sobre vítimas.

As duas avenidas já foram liberadas pela polícia, mas as lojas permanecem fechadas.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Comerciantes da Avenida Leitão da Silva (Assemples), Bruno Denarde Nogueira, por volta das 8h30 os criminosos apareceram e começaram a atirar sem que houvesse toque de recolher.

“Não houve aviso para que nós fechássemos as portas. Eles chegaram atirando. Foi uma algazarra na rua. Tinha gente correndo com arma na mão. Os carros voltaram pela contramão. Há pelo menos uns cinco carros com vidros quebrados e eles fizeram uma barricada com fogo perto da loja Castorino Santana”, relata Bruno.

De acordo com o comerciante, apesar da presença da Polícia Militar nos locais, o clima ainda é de tensão.

“O comércio está todo fechado. Mas esse não é um problema da Leitão da Silva, é um problema de segurança de toda a cidade. Não sabemos se vamos conseguir reabrir hoje, vai depender das informações que vierem da Polícia Militar”, diz Bruno.

Já na Marechal Campos, dois ônibus – um Transcol e um coletivo municipal de Vitória – foram alvo de pedras. Testemunhas contam que os criminosos tentaram colocar fogo no Transcol, mas a população local conseguiu conter as chamas.

O G1 entrou em contato com as polícias Civil e Militar e com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido resposta.

Fonte: g1