Barra de São Francisco tem queda de incidência de casos de dengue na primeira semana de 2019

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A Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) divulgou nesta quinta-feira, 10 de janeiro, o número de notificação de casos de dengue no Espírito Santo entre 30 de dezembro de 2018 e o último sábado, 5 de janeiro.

O Boletim Epidemiológico da Dengue é apresentado de duas formas: uma tabela com a indicação das notificações em números absolutos por semana epidemiológica e outra com a incidência (taxa de manifestação) de casos de dengue por município.

Para calcular a incidência, divide-se o número de notificações (ou seja, o número de novos casos da doença) pela população do município e multiplica-se este valor por 100 mil.

O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes).

A taxa de incidência é, portanto, um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue.

Segundo os dados da Sesa, em Barra de São Francisco a 1ª semana epidemiológica de 2019 registrou queda de 78% nas notificações em relação à 52ª (última) semana de 2018, caindo de 9 para 2 casos notificados.

Mesmo não tendo aumento da incidência de casos neste início de 2019, os agentes de endemias seguem com as visitas de casa em casa, de comércio em comércio, orientando os proprietários sobre os riscos de acumular água em recipientes que pudessem facilitar a proliferação do mosquito transmissor.

Em 2019, para auxiliar nos trabalhos de Combate à Dengue, a Vigilância Epidemiológica continuará com os atendimentos de hidratação sorológica, teste rápido e hemograma, nos PSF’s dos bairros Colina, Bambé e Irmãos Fernandes, como foram feitos em 2018.

Pra que servem as notificações?

Quanto às notificações de possíveis casos de dengue feitas pelo SUS, as mesmas são encaminhadas à Vigilância Ambiental e Epidemiológica, onde servem como plano de ação geral e/ou pontual, para o combate à dengue, Chikungunya e Zika. Os bloqueios, por exemplo, estão sendo feitos de forma pontual de acordo com as notificações recebidas diariamente.

Os exames feitos são encaminhados ao Lacen (Laboratório Central) que pode ou não confirmar se os casos são mesmo os relatados inicialmente nas fichas de notificação ou outra endemia com sintomas similares.

Lembrando que todo o recurso oriundo de verba estadual e/ou federal para o combate de endemias se baseia apenas nas informações de casos confirmados. Um exemplo disto é que em 2017, a Secretaria de Estado e Saúde liberou o UBV Pesado (Fumacê) após confirmação de exames enviados ao Lacen, o mesmo ocorreu após os trabalhos realizados desde a identificação do último surto e as ações conjuntas planejadas pela Vigilância em Saúde.

Por: Tiago Quirino, Com informações da Sesa